Greve dos auditores da Receita Federal provoca fila de caminhões na fronteira com a Venezuela

A razão para tal medida é a insatisfação com o governo federal, após a aprovação do Orçamento da União deste ano, que excluiu o reajuste dos fiscais da RF. (Foto: reprodução/Frota e Cia)

Greve dos auditores da Receita Federal provoca fila de caminhões na fronteira com a Venezuela

Fiscais protestam contra corte no orçamento 2022

Redação Chico da Boleia

A mobilização realizada por auditores fiscais da Receita Federal resultou na fila de cerca de 200 caminhões e carretas na área de atuação da Inspetoria da Receita Federal na fronteira entre Pacaraima (RO) e a Venezuela. Ação impede que os veículos atravessem a divisa devido a paralisação das atividades dos servidores.

A greve, segundo o Sindicato doa Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), no último dia 23 de dezembro, em assembleia extraordinária realizada pela categoria, foi aprovada a paralisação da categoria, bem como uma operação padrão nas aduanas e a entrega de todos os cargos em comissão e funções de chefia do órgão.

A razão para tal medida é a insatisfação com o governo federal, após a aprovação do Orçamento da União deste ano, que incluiu o reajuste para as Polícias Federal, Rodoviária e Departamento Penitenciário Nacional, sem acrescentar as demais categorias, como os auditores da Receita Federal.

– Estão abertas as negociações para o reconhecimento do bônus salarial de todos os Auditores-Fiscais da Receita Federal. E o governo de Roraima se sensibiliza com os caminhoneiros e as transportadoras que estão paradas, reconhecendo também a necessidade da reposição salarial dos Auditores da Receita Federal – afirmou Denarium, conforme destacou a própria agência oficial de notícias do estado.

A paralisação afeta ainda outros estados, como o Paraná, onde a fiscalização e liberação de cargas dos veículos no Porto Seco de Foz do Iguaçu resulta na espera de até três dias.

Segundo o Sindifisco, a operação padrão não vai incluir casos envolvendo “medicamentos e insumos médicos e hospitalares, cargas vivas, perecíveis, bem como aquelas definidas como prioritárias pela legislação vigente, bem como o tráfego de viajantes em trânsito internacional.”

*Com informações do Sindifisco

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