Caminhoneiros podem realizar paralisação nacional a partir deste domingo (25)

Em nota, o CNTRC afirma ser “favorável às manifestações, apoia a paralisação temporária, pacífica e parcial da categoria e convoca a todos os caminhoneiros”. (Foto: reprodução/Agência Brasil)

Caminhoneiros podem realizar paralisação nacional a partir deste domingo (25)

Ação é motivada principalmente pelos aumentos consecutivos do preço do diesel

Redação Chico da Boleia

Como já havia anunciado no mês passado, o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) voltou a ser manifestar a respeito na nova paralisação nacional do setor de transporte rodoviário de cargas com início previsto para este domingo (25), Dia do Motorista.

O diretor presidente de entidade, Plínio Dias, incentivou a adesão dos motoristas, entidades e sindicatos ligados ao segmento para protestar, principalmente, contra os aumentos consecutivos do preço do diesel – devido a política de preços praticada pela Petrobras.

Em nota oficial, a entidade afirmou que “o CNTRC é favorável às manifestações, apoia a paralisação temporária, pacífica e parcial da categoria e convoca a todos os caminhoneiros, autônomos e empregados e empresas transportadoras, pede a toda a classe sindical e associativa que os agremiam assim como solicita a todos os consumidores brasileiros à apoiarem e aderirem à pauta de reivindicações, em especial, no item de interesse comum de todos, em manifestação contra a política de preços sobre os combustíveis praticado pela Petrobras lesiva aos brasileiros”.

De acordo com o representante do Conselho Nacional, ao todo foram enviados 387 ofícios ao governo com as demandas da categoria.

Assim como a greve frustrada, ocorrida no início do ano, esta nova manifestação também enfrenta resistência. Entretanto, muitos dos grupos que eram contra a ação já decidiram participar da paralisação, como a Associação Nacional do Transporte no Brasil (ANTB).

– A adesão está maior, com mais entidades representativas da categoria se posicionando a favor, inclusive, algumas que se posicionaram contra em fevereiro – afirmou o presidente da ANTB, José Roberto Stringasci.

Segundo Stringasci, os caminhoneiros estão inconformados com os aumentos dos combustíveis. Ele disse que o último reajuste foi anunciado poucos dias depois da 1ª reunião da categoria com o novo presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna.

Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) apoia a mobilização e orienta que todos os seus 800 mil caminhoneiros autônomos e celetistas participem do movimento, fazendo protestos em suas localidades.

Segundo o porta-voz da entidade, o caminhoneiro autônomo, Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga) de Ijuí-RS, e vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), a categoria “não suporta mais tanta exploração e a insensibilidade do governo Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF) referente às reivindicações do setor que estão paradas”.

Outras reivindicações do setor são a revisão do Piso Mínimo do Frete (cuja constitucionalidade ainda não foi julgada pelo STF) e também que os caminhoneiros (as) sejam incluídos em um programa especial de aposentadoria.

A Associação Nacional do Transporte no Brasil (ANTB) também afirmou apoiar a paralisação, aderindo-a junto com seus associados.

*Com informações do SBT Central

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