Caminhoneiros paralisam na madrugada desta segunda.

Foto: Divulgação WhatsApp

Nova tabela de frete mínimo recém divulgada pelo governo é o principal motivo da insatisfação.

Depois de circularem áudios pelo WhatsApp, alguns grupos de caminhoneiros paralisaram seus caminhões, na madrugada desta segunda-feira.

Nossa redação teve acesso a vídeos e áudios que chegaram por volta das 2:30 da manhã, mostrando veículos parados nos acostamentos das rodovias em lugares como Campos dos Goytacazes, São Paulo e Espírito Santo. Pela manhã também chegaram informações de que havia pontos de paralisação em Pernambuco e na Bahia.

Durante o final de semana circulou a informação de que alguns grupos de caminhoneiros organizariam uma nova mobilização. Ao contrário do movimento que ocorreu no passado, no entanto, não há indicativo de que a atual mobilização tenha sido convocada por nenhuma entidade sindical.

O motivo principal, de acordo com áudios enviados por caminhoneiros em grupos de WhatsApp, é a nova tabela de frete mínimo, divulgada no último dia 18 pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). A resolução é resultado de um estudo desenvolvido por especialistas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), desde o começo do ano.

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Em notícia publicada pela Agência Brasil, explica-se que o novo cálculo do piso mínimo de frete levará em consideração o tipo de carga e serão aplicados dois coeficientes de custo: um envolvendo o custo de deslocamento (CCD) e, outro, de carga e descarga (CC), que levará em consideração o número de eixos carregados.

A resolução publicada pela ANTT determina que também será levada em consideração a distância percorrida pelo caminhoneiro. Além disso, a determinação regula multa para quem contratar o frete abaixo do preço mínimo estabelecido.

Os caminhoneiros, por sua vez, alegam que a nova tabela apresenta valores inferiores da referência que vinha sendo praticada. Muitos denunciam que haverá perda real do valor do frete caso novo modelo seja aplicado. As queixas também revelam a insatisfação com o descumprimento da tabela por parte dos embarcadores.

Membros da categoria ainda reclamam que o governo cedeu às pressões do agronegócio e da indústria que, desde o ano passado, se mobilizaram para questionar a tabela do frete mínimo e as multas aplicadas pelo seu descumprimento (veja aqui)

Pelas redes sociais e grupos de WhatsApp, é possível identificar que a categoria tem sofrido com muitas dificuldades nesse primeiro semestre. As principais delas são a variação constante do preço do diesel, a falta de fretes e o descumprimento da tabela. Ainda é cedo, porém, para avaliar quais serão os rumos dessa nova mobilização e se ela terá ou não a mesma proporção do ano passado.

Redação Chico da Boleia

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