Venda de veículos pesados apresenta crescimento em março

Vendas de caminhões apresentaram um aumento de 24,91%, quando comparados os meses de março (10.133 veículos) e fevereiro (8.112 veículos) deste ano. (Foto: reprodução/Canva)

Venda de veículos pesados apresenta crescimento em março

Dados da FENABRAVE apontam recuperação do mercado automotivo

Redação Chico da Boleia

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE) divulgou, nesta terça-feira (05), dados referentes aos emplacamentos realizados durante o mês de março deste ano. Segundo a entidade, houve recuperação do mercado impulsionado, principalmente, pelo segmento de pesados e duas todas que cresceram 23,2% em comparação a fevereiro e 1,4% a março de 2021. Já no acumulado do primeiro trimestre houve queda de 7,6% sobre o mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com a Federação, as vendas de caminhões apresentaram um aumento de 24,91%, quando comparados os meses de março (10.133 veículos) e fevereiro (8.112 veículos) deste ano.

Para José Maurício Andreta Jr., Presidente da FENABRAVE, o desempenho no trimestre é reflexo de um conjunto de fatores, nacionais e globais. “A variante Ômicron afetou a produção de diversos componentes industriais e a venda de veículos, no início do ano. Em seguida, houve o conflito entre Rússia e Ucrânia, que deixou muitos consumidores preocupados, especialmente, com os preços dos combustíveis”, afirma.

Além disso, de acordo com o levantamento da entidade, como o segmento de caminhões ainda enfrenta falta de peças e componentes para alguns modelos, a previsão de entrega chega até a 60 dias. “Há boa demanda de caminhões no mercado e a produção, pouco a pouco, vem se equalizando com a procura de veículos, tanto que, em dezembro do ano passado havia entregas sendo agendadas para até 180 dias”, explica Andreta Jr.

O relatório também afirma que o segmento de caminhões deve ser um dos beneficiados pela criação do Renovar – programa que visa a recuperação/reciclagem de veículos pesados em fim de vida útil, incentivando os proprietários a trocarem por unidades mais novas ou 0 km.

Segundo estudo realizado pela assessoria econômica da FENABRAVE, o preço do petróleo subiu 34,8% no mercado internacional, enquanto o Real valorizou 16%. Isso implica em um aumento de 13% no valor repassado às distribuidoras. A variação percentual da gasolina, no ano, foi de 24,7%, no preço da Petrobras para as distribuidoras. “Esta elevação impacta na decisão de compra dos consumidores de veículos e reflete no desempenho do nosso Setor”, esclarece Andreta Jr.

*Com informações da FENABRAVE

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