Caminhoneiros criticam condições do Porto de Santos

ecopatio santos

Aguardando para entrar no Ecopátio, em Cubatão, Wilson Lima não tinha esperança. A carga estava agendada para descarregar no turno das 18 horas até meia-noite no cais. “Só que tem 250 caminhões na minha frente, não vou conseguir. Hoje só amanhã”, antevia, ainda às 13h35.

 Apesar do cenário pouco promissor, o caminhoneiro era obrigado a reconhecer: as filas diminuíram em relação ao passado. Lima atribui a melhora ao “agendamento e ao viaduto de Cubatão”, um minianel viário construído pela Ecovias, concessionária das estradas que ligam São Paulo à Baixada Santista. Ele critica, porém, as condições de espera no Ecopátio, da Elog, pertencente ao grupo Ecorodovias. “Os banheiros são péssimos, se chamasse a vigilância sanitária, acho que fechava isso”.

O Ecopátio é o maior dos pátios credenciados pela Codesp para triar as carretas destinadas ao cais, com capacidade dinâmica para 6 mil carretas por dia. Foi criticado por vários caminhoneiros, que reclamaram da estrutura, higiene, preço da comida e da estadia. O Rodopark foi criticado por estar lotado. Nenhum dos caminhoneiros ouvidos pela reportagem havia passado pelo estacionamento da Rumo.

“Você vem para cá e tem de ir para o Ecopátio”, reclama Marcos Francisconi. “Já chega aqui e paga R$ 180 a R$ 200 por oito horas.” O caminhoneiro havia passado pelo pátio antes de seguir para o cais.

A Elog disse que esse valor não procede e que o preço cobrado por um período de até seis horas, tempo máximo que um caminhoneiro costuma permanecer no pátio, é de R$ 45. Após isso, o valor da hora adicional varia de R$ 2,50 a R$ 5. Em relação ao preço da comida, a empresa afirma que os restaurantes dentro do Ecopátio são terceirizados. Os preços por refeição variam de R$ 12 a R$ 20.

A Elog informou que está ampliando os banheiros e vestiários e construindo um “cantinho da criança”, voltado aos filhos de caminhoneiros. “Além disso, para contribuir com a limpeza, a Elog investiu recentemente na compra de uma varredeira e de uma lavadora de alta pressão, dedicadas à higienização do pátio de estacionamento”, disse em nota.

Não houve retorno do Rodopark até o fechamento desta edição. O diretor de Planejamento da Codesp, Luis Montenegro, disse que a estatal acompanha o nível de serviço dos pátios e que a partir dessas reclamações fará com mais intensidade.

Fonte: Valor Econômico / Blog do caminhoneiro

Comentarios