Amor antigo

Lá pelos idos de 1959, o empresário Laurindo Cordiolli, da Cordiolli Transportes, acompanhava uma caravana de caminhões levando equipamentos telefônicos para Porto Velho, em Rondônia. Teve de ir de carona porque sua carteira de motorista tinha apenas dois anos e, naquela época, era preciso ter mais de três anos de habilitação para poder dirigir nas estradas. Mas achou foi bom, porque do banco do passageiro podia admirar os detalhes do caminhão mais vistoso da comitiva – o Scania azul L 75 1959. “De cara eu já me interessei por ele”,  lembra. Amante de veículos desde criança, Cordiolli foi investigar a origem do caminhão e descobriu que pertencia a uma madeireira da cidade de Oswaldo Cruz, no interior do estado de São Paulo.

Aquela bela imagem do L75 ficaria por décadas em sua mente, até que um dia, em 1990, um amigo lhe telefonou desde o Pará comunicando que, por lá, um vizinho estaria vendendo uma versão do L 75 1959. O coração de Cordiolli disparou. “Manda trazer esse caminhão pra Maringá agora”, solicitou ao amigo, que prontamente atendeu seu pedido. O caminhão veio rebocado e a viagem levou 17 dias. “Quando a carga chegou e olhei bem para o caminhão quase desmaiei, vi que era o mesmo que eu namorei  durante a viagem para Porto Velho, 30 anos atrás!”, detalha.

Cordiolli soube que, antes de ir para o Pará, o caminhão fora vendido para um fazendeiro do Paraná, que fez uma retífica no motor. “De resto, ainda em 1990, só dei uma pintada nele”, diz, explicando que o caminhão funciona normalmente até hoje. Com 58 anos,  o L 75 1959 é o queridinho da coleção de 50 veículos antigos que Cordiolli guarda num galpão exclusivo da empresa. 

“Quando a carga chegou e olhei bem para o caminhão quase desmaiei, vi que era o mesmo que eu namorei durante a viagem para Porto Velho, 30 anos atrás”,  Laurindo Cordiolli, da Cordiolli Transportes.

Fonte: Scania

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