Seminário Volvo de Segurança traz dados sobre a imagem do TRC brasileiro

Evento aconteceu na tarde de ontem na sede da NTC&Logística

O Seminário Volvo de Segurança – Zero Acidentes foi realizado ontem (14) em São Paulo, com participação de empresários e entidades do setor que lotaram o auditório da NTC&Logística.

 Conduzida pela coordenadora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), Anaelse Oliveira, a abertura trouxe vídeos institucionais e mostrou a origem desse movimento de conscientização da sociedade sobre um trânsito mais seguro. O PVST foi inaugurado em agosto de 1987 e ganhou ainda mais força em 2012, quando o grupo Volvo estabeleceu uma meta global de zerar acidentes com veículos de sua marca. Oliveira destacou que o apoio desse projeto é essencial para transformar as atitudes preventivas em um processo perene e ressaltou a importância de eventos desse tipo serem cada vez mais incentivados.

“Esse evento é extremamente importante, do ponto de vista de mobilização e engajamento do setor do TRC e, mais especificamente, para falar com os empresários desse setor, em buscar melhoria na questão da segurança no trânsito. E, nesse contexto, a NTC, a entidade nacional que representa o segmento, tem uma importância estratégica, com apoio institucional, porque se trata de um trabalho que leva tempo para promover uma mudança de cultura e amadurecimento de ações efetivas”, afirmou.

Após a abertura, Fernando Ferreira, diretor executivo da Auto Sueco, concessionária da Volvo no estado de São Paulo, deu as boas-vindas aos participantes, e, em entrevista, falou das expectativas do evento e da sinergia entre Volvo e NTC. “A Volvo é conhecida, ao longo de toda sua vida, como ter a segurança em destaque entre seus valores. Foi ela inclusive que desenvolveu, por exemplo, o cinto de segurança de três pontos para os veículos. O nosso grande desafio é fazer com que os nossos caminhões tenham o índice de zero acidentes, e ter a NTC como parceira é de extrema importância, por ser a entidade de maior relevância quando falamos no transporte de cargas. Não tenho dúvida que as pessoas que vieram hoje, no final do dia, vão dar por bem empregar  o seu tempo nesta bandeira.”

Imagem do TRC

Antes de falar sobre o que pode ser feito para a segurança no trânsito, o primeiro painel do evento, trouxe uma reflexão sobre a imagem do TRC para a sociedade. J.Pedro Côrrea, consultor do PVST e  panelista do tema, mostrou entusiasmo com o público presente e apresentou dados da pesquisa feita pela Volvo com 1000 entrevistados gerais e 120 especialistas, formadores de opinião.

 A pesquisa, com margem de erro de 3,1% e 95% de confiança, e que teve também como base o material bruto da PRF, trouxe informações alarmantes e concretizou a necessidade de mudança na percepção do setor perante a sociedade.

 Quando questionados sobre o que vinha a cabeça quando pensavam em transporte, as primeiras respostas dos entrevistados foram, na ordem de mais citadas, “má conservação das estradas” (39% de menção) e “falta de segurança” (16%), só em terceiro lugar aparecendo “estrada/viagem”. Já quando afunilada a questão para motoristas e TRC, no “top of mind”, as respostas foram, consecutivamente, “imprudência na direção” (31%) e “acidentes/perigos”, perdendo apenas para aqueles que não lembravam ou não sabiam o que pensar sobre o assunto.

Ainda como resultado da pesquisa, o dado mais alarmante foi a preferência de modais para transporte de cargas, no qual o rodoviário, que representa 60% do que é transportado atualmente, apareceu em 4º lugar:

Embora as respostas tenham sido em sua maioria de teor negativo, os entrevistados avaliaram como positiva sua opinião sobre o setor no geral, sendo que 70% dos formadores de opinião veem o setor de maneira positiva, com número menor quando da avaliação do público geral (48%). Os pontos principais dessa percepção foram a distribuição de mercadorias e o desenvolvimento econômico do país.

 Após apresentação dos números, Corrêa deixou uma mensagem para reflexão e convocou a todos a analisarem as situações de risco, buscarem apoio e trocarem informações para um plano de contenção de acidentes.

 “O dever de casa de todos nós é trabalhar para ter um TRC forte, mas, para isso, é preciso mudar a imagem do setor. Uma utopia como o “Zero Acidentes” não é só necessária, é algo alcançável com determinação. A segurança trata-se de uma questão ética na empresa, evitar a perda de vidas por erros humanos não é apenas uma utopia por utopia, mas um sonho possível se juntarmos forças”, concluiu.

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