Saiba identificar a hora certa de trocar o fluido de freio

É bastante comum que os motoristas deixem de substituir ou checar o nível do fluido de freio. E às vezes isso ocorre por desconhecimento da sua importância para a segurança do caminhão.

Essa solução é responsável por ativar todo o sistema de freios, reduzindo a velocidade do veículo pelo atrito dos componentes de frenagem. Para que ela circule e funcione perfeitamente, é necessário ter um volume adequado de fluido e em perfeitas condições.

Continue lendo este conteúdo para saber o momento certo de trocar o fluido de freio e compreender um pouco mais sobre esse líquido tão essencial para o bom desempenho da sua frota nas estradas.

Boa leitura!

FLUIDO DE FREIO: O QUE É

É uma espécie de fluido que deve ser despejado em sistemas hidráulicos de frenagem. Ele dispõe de características próprias para esse fim, como baixa compressibilidade e alto ponto de ebulição.

Sua utilidade principal é a de transmitir a força exercida sobre o pedal até as sapatas e pastilhas de freio, que — atuando em conjunto com os tambores e discos — param o veículo.

CARACTERÍSTICAS DO FLUIDO DE FREIO

Como citado no tópico anterior, o fluido de freio possui uma baixa taxa de compressão (chamada de compressibilidade) e alto ponto de ebulição. A relação entre esses dois fatores apontam a qualidade do produto.

  • Compressibilidade — ao pisar no freio, o fluido não pode haver perda de volume, para que a transmissão da pressão seja uniforme.
  • Ponto de ebulição — o fluido de freio trabalha com altas temperaturas provenientes dos componentes do sistema de frenagem, portanto, precisa ser capaz de trabalhar nessa condição sem que suas especificidades originais se alterem. Quando esse líquido chega a levantar fervura, geram-se bolhas de ar, diminuindo a eficiência da frenagem.

TIPOS DE FLUIDO DE FREIO

A classificação mais adequada para os fluidos de freio é a do Departamento de Transporte dos Estados Unidos (DTUSA), que os divide em:

  • DOT3 — é o mais econômico, conta com o nível de ebulição mínimo de 205°C;
  • DOT4 — é o mais utilizado pelas montadoras em geral, tem um nível de ebulição de 230°C;
  • DOT5 — usado em modelos de maior desempenho, como os carros e trucks de competição, seu nível de ebulição é de 260°C. Existe uma subdivisão entre DOT5 (à base de silicone) e 5.1 (à base de óleos minerais).

CARACTERÍSTICAS QUE INDICAM A HORA CERTA DE TROCAR O FLUIDO DE FREIO

A probabilidade de aparecerem problemas estritamente relacionados ao fluido de freio é pequena. No entanto, o cuidado não deve ser menor que os aplicados com qualquer outro item e componente do caminhão, uma vez que esse líquido é responsável pelo funcionamento de todo o sistema de freio. Veja, a seguir, alguns indicativos de atenção.

A COR DO FLUIDO

A cor da solução varia de acordo com o fabricante: transparente, vermelho, amarelo, azul etc. Com o uso, ela fica mais opaca, devido ao acúmulo de impurezas. Se ela ficar com um tom marrom ou escuro, é necessário drenar o líquido e adicionar um novo.

BAIXO NÍVEL DE FLUIDO NO RESERVATÓRIO

O fluido de freio não é como os outros líquidos utilizados no veículo e, portanto, não é comum que seu nível baixe. Mas, caso isso ocorra, não é indicado que seja completado. Essa prática pode camuflar algum real problema no sistema, como vazamento em algum cilindro, cano, conexão, mangueira etc.

ÁGUA JUNTO DO FLUIDO DE FREIO

O fato de ter água misturada com o fluido pode parecer estranho. Porém, é comum ocorrer, pois ele pode absorver a umidade do ar e reter água. O reservatório que o contém possui uma abertura que possibilita a entrada de ar e, por isso, a entrada de água nele vem a ser inevitável. Caso exista um percentual de água acima do recomendado, o sistema de freios perde sua eficiência, comprometendo a segurança do condutor e de terceiros.

É importante ter atenção a um ponto: nunca obstrua a entrada de ar do reservatório do fluido de feio, pois sua circulação livre é necessária para o funcionamento adequado das frenagens. Se essa abertura é vedada não há movimentação do líquido quando o pedal é pressionado e, se esse fluxo for impedido, o freio não é acionado.

O excesso de água também pode oxidar componentes, sobretudo das rodas traseiras. Como resultado, pode haver obstrução ou até mesmo a quebra de peças importantes. Se a solução estiver nessa condição, será preciso fazer a substituição imediata.

AFINAL, O QUE PODE SER OBSERVADO PELO CAMINHONEIRO?

  • o nível do fluido deve estar entre as ranhuras mínima e máxima do reservatório junto ao motor;
  • no painel, uma iluminação indicativa (geralmente a mesma do freio de mão) acende para informar sobre o baixo nível de fluido — independentemente de o freio de mão ser acionado ou não;
  • um sintoma que aponta quando há excesso de água junto à solução é o “pedal elástico”, que empurra o pé do motorista assim que ele o retira do pedal;
  • para evitar o acúmulo de água, é necessário trocar o fluido de tempos em tempos (uma vez ao ano ou cada 10 mil quilômetros rodados). É importante verificar o número exato no manual do caminhão.

COMO É FEITA A TROCA DO FLUIDO DE FREIO

A troca do fluido de freio é um processo que abrange, simultaneamente, a retirada da solução antiga por meio de um método conhecido como sangria e a adição do líquido novo no reservatório. Essa aplicação serve para evitar a produção de bolhas de ar no sistema.

Confira o passo a passo:

  • desenroscar e retirar as rodas;
  • abrir o capô e soltar a tampa do reservatório;
  • remover o reservatório e lavar, secando bem antes de fixá-lo novamente;
  • despejar a solução nova;
  • realizar a sangria nas rodas, conforme for adicionando mais fluido no reservatório;
  • checar se não existem vazamentos;
  • testar a frenagem, para garantir que a tarefa foi bem executada.

Vale mencionar que o ideal é levar a máquina em uma concessionária licenciada para que o procedimento seja realizado da melhor forma possível.

Esperamos que este material tenha ajudado você a compreender um pouco mais sobre como gerenciar melhor o fluido de freio dos seus caminhões, bem como de outros veículos. Fique atento às informações citadas para que você possa sempre garantir o melhor desempenho da sua frota.

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Fonte: Blog WLM Scania

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