PRF suspende serviços temporariamente por falta de recursos

Medida, segundo o órgão, tem como objetivo se adequar à nova realidade orçamentária

 A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou na manhã desta quarta-feira (5) que suspenderá serviços e desativará unidades operacionais. A medida, segundo o órgão, tem como objetivo se adequar à nova realidade orçamentária imposta pelo Decreto 9.018/17, do governo federal.

Temporário, esse contingenciamento estabelece limites para aquisição de combustível, manutenção e diárias, além de suspender, a partir desta quinta-feira (6), serviços escoltas de cargas superdimensionadas e escolas em rodovias federais. Também serão suspensas imediatamente das atividades aéreas de policiamento e resgate e reduzidos os deslocamentos terrestres de viaturas em patrulhamento.

A prioridade, conforme a PRF, será para atendimentos a acidentes com vítimas, auxílios que sejam de competência exclusiva da PRF e enfrentamento de ilícitos.

O cronograma sobre a desativação de unidades operacionais ocorrerá de acordo com planejamento de cada regional. O policiamento das áreas das unidades afetadas será assumido por outras unidades regionais.

Nas unidades administrativas, o atendimento também será alterado. O atendimento ao público será priorizado entre as 9h e 13 horas. As superintendências regionais da PRF, por sua vez, divulgarão novos horários de funcionamento e atendimento.

A PRF segue em tratativas com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para que o orçamento passe por uma recomposição e os serviços possam ser reestabelecidos.

Crise na Polícia Federal

Desde a semana passada, os trabalhos de emissão de passaporte feitos pela Polícia Federal estão suspensos também por falta de dinheiro.

Ao menos nove alertas foram enviados pela polícia somente neste ano. Ao todo, o órgão teve R$ 145 milhões em 2017, já contando uma liberação extra de R$ 24 milhões em maio.

Em 2016, foram R$ 212 milhões. A PF havia solicitado no meio do ano passado na discussão do Orçamento o montante de R$ 248 milhões.

Fonte: Gazeta do Povo

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