[VÍDEO] Presidente da NTC & Logística fala das expectativas para o último trimestre do ano

José Hélio Fernandes acredita que o mercado pode se recuperar em 2017 e assume mandato por mais três anos à frente da entidade

Chico da Boleia foi até a sede da NTC & Logística, em São Paulo, e conversou com José Hélio Fernandes, Presidente da entidade, sobre as perspectivas de mercado para o último trimestre deste ano. Confira na íntegra a opinião de Fernandes.

Chico da Boleia: Meu amigo, José Hélio, o que esperar para os próximos meses?

José Hélio Fernandes: Bem, eu acho que a gente tem que estar otimista. Tivemos uma questão política resolvida e isso era um grande entrave porque tínhamos um mercado parado em função da dúvida. E o que a gente percebe é que as pessoas tem mudado o humor. Hoje eu tive algumas informações sobre uma possível reação do setor, embora isso possa ter a ver com o final do ano. Ou seja, estoques de natal e etc. E nós esperamos que esse trimestre final possa ajudar na recuperação o péssimo primeiro semestre do ano de 2016.

Chico da Boleia: Qual o segmento do setor de transporte você acredita que pode reagir num primeiro momento?

José Hélio Fernandes: Olha, eu penso que o próprio setor de varejo, que vem caindo com esse impacto da economia, é o que vai reagir primeiro. E aí é o que nós chamamos aqui de “carga fracionada”. Ela é a que vai ter, na nossa opinião, uma reação nos próximos meses.

Chico da Boleia: Quando a gente fala em carga fracionada, eu costumo falar logo em cidades, entregas pelos centros urbanos. Como trabalhar com essas várias cidades que tem restrição de tamanho de veículo e horário de entrega?

José Hélio Fernandes: Essa tem sido uma discussão constante. Aqui em São Paulo mesmo, que conta com um brilhante trabalho desenvolvido pelo Setcesp e por outros sindicatos do ABC, é um problema que impacta todo mundo. E, sobretudo, encarece muito a operação, porque às vezes você é obrigado a aumentar o número de veículos porque não circula um maior. Você é obrigado a colocar mais veículos para rodar em função da restrição de tamanho e capacidade. E, hoje, além da própria restrição legal, você tem uma restrição do próprio trânsito que impõe uma morosidade e que impacta, significativamente, na produtividade das empresas.

Chico da Boleia: Você acredita que para 2017, o cenário pode ser melhor para nós do transporte?

José Hélio Fernandes: Eu acredito e espero. O setor de transporte viveu dois anos muito difíceis, até porque existe algo que foi agregado que foi o grande investimento que o setor fez nos últimos anos, comprando caminhões e apostando no crescimento sustentável da economia. E aconteceu justamente o contrário. Nós estamos fechando 2016 com crescimento negativo. O resultado disso foi o que nós vimos no setor: faltando carga, sobrando caminhão, com um reflexo danoso nas tarifas. E o que nós esperamos é que a economia se recupere em 2017 e em 2018 ele fique melhor ainda. Que o setor possa, de novo, se oxigenar, se fortalecer e se preparar para um período de maior sustentabilidade.

Chico da Boleia: Você assumiu a presidência da NTC num momento bem difícil e você já foi praticamente aclamado para um segundo mandato. Como é essa responsabilidade?

José Hélio Fernandes: É muito grande. Você disse bem, eu acho que eu peguei um período dos mais difíceis. Mas a gente tem uma diretoria que apoia e ajuda muito. Eu sempre digo que aqui tem união e diálogo. Todos nós temos que trabalhar juntos e é isso que a gente ter feito. E eu confesso que me senti muito honrado a ser instigado a ficar mais tres anos, acabei aceitando, porque é uma honra muito grande estar à frente da NTC. Espero ver nesses próximos três anos uma economia melhorando pra que a gente possa não decepcionar nossos associados, amigos e parceiros que demonstraram uma confiança na minha pessoa e eu vou trabalhar duro para corresponder.

Redação Chico da Boleia  | Foto: Divulgação internet

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