Os Fuso eCanter entram em ação na Europa

A Daimler Trucks começa a entregar as unidades iniciais do primeiro caminhão 100% elétrico produzido em série

Empresas logísticas de distribuição de carga e encomendas, como DHL, DB Schenker, Rhenus e Dachser, começaram a receber as primeiras unidades do recém-lançado Fuso eCanter, o primeiro caminhão totalmente elétrico indicado para aplicações urbanas a ser produzido em série.

 Para Daimler, fabricante da marca Mitsubishi Fuso, o modelo elétrico desempenhará papel estratégico na gestão sustentável de frotas das empresas, especialmente nas operações de distribuição urbana de carga. Para os próximos anos, a companhia adianta que pretende oferecer uma opção elétrica para todos os seus modelos de caminhões e ônibus.

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Consorcio DAF

De acordo com a montadora, os eCanter enfrentaram mais de 90.000 km de teste em condições reais e, portanto, levados à prova para garantir um transporte eficiente, confiável e econômico.

Os modelos entregues substituirão veículos convencionais das frotas das empresas logísticas. Na DHL, seis eCanter dividirão operações em bairros de Berlim, Alemanha, transportando desde pequenas encomendas a eletrodomésticos. As unidades que chegam para a DB Schenker farão coleta de carga no centro de Berlim. A Rhenus usará três eCanter para transporte de móveis, eletroeletrônicos e equipamento esportivos do armazém para o centro da cidade. Finalmente a Dashser colocará as duas unidades que recebeu na última milha, etapa final do processo logístico de entrega, com produtos industriais.

A depender da aplicação e o tipo de carrocerias, o eCanter tem capacidade para 4,5 toneladas de carga. O veículo carrega seis baterias de íon-lítio com 420 V e 13,8 kWh para fazer funcionar um motor elétrico de 175 cv e 420 Nm de torque disponível já no primeiro segundo de condução.

A velocidade máxima é limitada a 80 km/h e sua autonomia com a carga cheia supera os 100 km. De acordo com a empresa, distância suficiente para cumprir as obrigações diárias de distribuição. O bom argumento, além de emissão zero de CO2 e do baixo ruído, fica por conta da economia nos custos operacionais: de € 1.000 a cada 10.000 km rodados se comparado com um caminhão da mesma categoria a diesel.

Fonte: Estradão

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