[VÍDEO] Mira Transportes: uma história de sucesso no TRC

Empresa completa 40 anos de prestação de serviços, com filiais pelo país e uma frota renovada de caminhões.

Tendo como princípio a excelência no atendimento e uma prestação de serviço de alta qualidade, o Mira Transportes, empresa fundada em 1978, completa em outubro 40 anos de atuação na área do transporte rodoviário de cargas.

De capital 100% nacional, a empresa lidera as operações de transporte de carga fracionada nas regiões Centro-Oeste e Norte, fazendo ainda integrações com outras localidades do Sul e Sudeste. Destaca-se pela tecnologia embarcada das frotas de caminhão, a segurança no transporte e na entrega, e na qualidade do atendimento. Com modernas técnicas de administração e prezando pelo crescimento sustentável, o Mira Transportes zela ainda pela seriedade, ética e transparência em seus serviços. Tal esforço, traduziu-se em destacados prêmios conquistados pela empresa ao longo dos últimos anos como o Prêmio Esso Brasileira de Petróleo, os Prêmios “Top do Transporte” na categoria melhor empresa de transporte da indústria de perfumaria e cosméticos, recebidos em 2009, 2010 e 2011; e o Prêmio Excelência em Transportes da DHL Supply Chain.

Roberto Mira, fundador e diretor da empresa, ressalta que ao longo das últimas quatro décadas, o Mira Transportes ampliou suas atividades e aprimorou as operações logísticas, renovando a frota de caminhões e avançando em tecnologia. Hoje, a empresa conta ainda com mais de 20 filiais espalhadas pelo Norte, Centro-Oeste e Sudeste, bem como uma frota de mais de 400 veículos e cerca de 1500 colaboradores. Num agradável bate papo com Chico da Boleia, Mira falou sobre o seu trabalho, os 40 anos da empresa e as expectativas para o futuro. Quer saber a receita de sucesso para a consolidação de uma empresa responsável e de qualidade na área do transporte rodoviário de cargas? Então, leia na íntegra a entrevista!

Roberto Mira Junior e Roberto Mira | Foto: Murilo de Abreu

Chico da Boleia: Estamos na bela cidade de São Paulo, onde vamos conversar com o nosso amigo Roberto Mira, diretor da Mira Transportes, tradicional empresa na área de transporte de carga, que está completando 40 anos de mercado. Mira, conta um pouco da história desses 40 anos.

Roberto Mira: 40 anos tem muita história, né Chico. São quatro décadas de muito trabalho, luta. Nesse tempo, todas as transportadoras que sobreviveram, e foram bem poucas, sofreram 11 crises. Então, nós estamos hoje, o Mira está saindo da 11ª crise. Uma crise dura. Eu diria que a maior de todas. A mais dura e a mais longa de todas as nossas crises. Mas conseguimos superar mais essa. E nesse momento, ao completar 40 anos, nós estamos fazendo uma renovação grande frota, estamos ampliando algumas de nossas filiais, e estamos trazendo uma tecnologia extremamente importante para nossa empresa. Ela já teve muitas viradas e essa vai ser a maior de todas. Estamos preparando uma mudança grande, fazendo um choque de gestão. Estamos criando ferramentas para melhorar extremamente o nosso nível de serviço. Hoje, o Mira é a maior empresa do Centro-oeste brasileiro de carga fracionada e eu tenho certeza que também é a melhor. E seremos melhor ainda daqui pra frente!

CB: Hoje o Mira Transportes conta com quantos colaboradores?

RM: Nós temos ao redor de 1500 colaboradores. Quanto à nossa frota, nós diminuímos um pouco devido ao momento e também pensando na troca, na renovação dos caminhões. Mas ainda temos uns 400 carros próprios, aproximadamente.

CB: E hoje a principal rota qual é?

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RM: Olha, ao longo desses 40 anos o Mira sempre foi o líder do Centro-Oeste brasileiro. Mas, de pouco tempo pra cá, nós passamos a operar também no Norte. E nessa região nós estamos com um volume gigantesco de cargas. De onde vem tudo isso? O Mira leva para o Centro-Oeste e Norte, cargas oriundas do Sul e Sudeste. Então, nós temos filiais em todas essas regiões. Ao todo, são 21 filiais e isso é o que faz o serviço do Mira ter muita qualidade.

CB: Você contou uma história pra gente em determinada ocasião, que foi um dos momentos que a empresa teve um grande ganho de clientes no Mato Grosso, por ocasião de uma enchente. Conta pra gente isso!

RM: Ah, isso foi no comecinho da empresa! Você deve ter visto fotos lá embaixo, na nossa história. Está tudo documentado em fotos e vídeos. Nós começamos a empresa em outubro, carregando a primeira carga em 18 de outubro de 1978. Só que em janeiro veio a enchente, a maior da história do Pantanal. Morreram milhares de cabeças de gado, foi uma loucura! Naquela época não existia estrada pra Corumbá. A estrada fechava de nove a dez meses por ano, porque não tinha nem asfalto, nada! Choveu, o Pantanal enchia e a água cobria tudo. Mas funcionava o trem, porque o aterro do trem era bem alto. Mas, em janeiro de 1979, a água chegou aos trilhos da rede ferroviária e, por regra, o trem teve que parar. E eu estava começando a empresa.

Então, o que foi que eu fiz? Eu tinha um grande cliente naquele momento, que era o Cimento Itaú de Corumbá, e naquele tempo eu transportava todos os insumos para essa empresa. Eu falei com a diretoria do Itaú e falei: “Olha, vocês sempre transportam a produção de cimento para Cuiabá por água, pelo rio. Então, para que sua produção não pare, eu quero que vocês me apresentem esse homem, que era o João Luís Migueis, dono da empresa de navegação Migueis”. E eles me apresentaram, peguei o carro na hora! Quando o gerente falou: “O trem parou e sua empresa quebrou”. Eu disse: “Não quebrou”! Fui lá na Alameda Santos, na sede do Cimento Itaú e falei com o diretor que ligou para Corumbá e eu peguei meu fusquinha, fui para o aeroporto de Congonhas, com a roupa do corpo. Cheguei em Corumbá, sentei com o homem e falei: “Quantas chatas o senhor tem?”. Ele disse: “Dezoito”. Eu respondi: “Eu quero alugar todas”. Aluguei todas as chatas dele, com um detalhe: eu não tinha carga para uma! Eu estava começando a empresa, mas eu sabia o que vinha pela frente. Então, eu carregava os caminhões para Santo Antônio do Leverger, porto do Lampião, apenas 30km de Cuiabá, aí eu passava a carga para as chatas, eles descarregavam o cimento e depois eram cinco dias navegando até Corumbá. Foi uma saga!

Agora um detalhe, né! Quando eu terminei de negociar com o Migueis, eu peguei o “trem de la muerte”, em Porto Suarez e fui para Santa Cruz de la Sierra e peguei um grande amigo, Juan, e disse: “Juancito, quantas rádios tem aqui e quantas televisões?”. Ele disse: “Dos televisiones e onze rádios”. Eu fui em todas! Eu fui dizer para o telespectador e para o comerciante da Bolívia que o Mira era a única transportadora do Brasil que teria barcos para transportar cargas para Corumbá. Então, todo comércio da Bolívia que comprava muito, naquele tempo, no Brasil, começou a transportar com a gente. Foi aí que eu consegui comprar prédio em Corumbá, frota, e a empresa cresceu. Depois abri em Campo Grande, onde começamos a fazer o transporte fracionado lá. Não existia em Campo Grande transporte em 24 ou 36 horas, as empresas demoravam uma semana para entregar carga lá, e eu achava isso um absurdo. Então, o que nós fizemos? Eu peguei uma tartaruga, fiz uma carroceria de madeira em cima dela, pintei da cor dos meus dois concorrentes e coloquei no vídeo. “É assim que sua empresa de transporte te atende? Mas isso agora mudou, chegou o Expresso Mira!”. Aí eu fundi a imagem, essa tartaruga era ultrapassada por uma carretinha e ela se fundia com a imagem de uma carreta real que fazia o tempo de chegada de São Paulo a Campo Grande em vinte horas. Então, com algumas jogadas de marketing e fazendo o melhor serviço a nossa empresa cresceu!

CB: Dessas unidades que você tem pelo Brasil, quantas são sede própria?

RM: Cerca de 90% delas. E nós estamos remodelando essas filiais. Acabamos de mudar a de Cuiabá e agora vamos fazer duas grandes mudanças.

CB: Quantos caminhões novos vocês estão planejando adquirir?

RM: Nós estamos vendo alguns veículos de transferência e devemos comprar de 30 a 50 novos cavalos. E vamos também trocar carros de coleta, colocar mais veículos isotérmicos, vamos voltar a ter o transporte frigorífico e com temperatura controlada.

CB: Então, podemos dizer que 40 anos praticamente o Mira se reinventa e continua crescendo?

RM: Você tirou as palavras da minha boca! O Mira está se reinventando e continua crescendo. E o mais importante para os nossos clientes, o Mira continua sendo e sempre será a melhor empresa de transporte do Centro-Oeste brasileiro.

Redação Chico da Boleia

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