Metalúrgicos da Mercedes-Benz protestam contra demissões no ABC

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Os metalúrgicos da fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, realizaram na manhã desta quinta-feira um ato de protesto contra as demissões anunciadas pela empresa e que podem atingir até 1.870 trabalhadores. A unidade, que produz caminhões e ônibus, está com a produção suspensa desde o início da semana.

O ato desta quinta reuniu cerca de 7 mil operários, segundo o sindicato. Eles saíram da frente da fábrica e caminharam pela Anchieta, rodovia que liga a capital paulista ao litoral.

Na sexta-feira passada, a montadora anunciou a suspensão da produção e a licença remunerada para todos os 9,8 mil funcionários. Na segunda-feira, alguns trabalhadores já recebeu um telegrama informando a rescisão do contrato de trabalho a partir de setembro, quando encerra-se o período de estabilidade dos metalúrgicos na fábrica, assegurada pela adesão da empresa ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), informou o sindicato.

Na tarde de quarta-feira, a montadora chamou os sindicalistas novamente para conversar. O convite ocorreu depois do anúncio do sindicato de que haveria protesto em frente a fábrica. O sindicato informou que a empresa está irredutível na reversão do corte de empregados e atribui à matriz a determinação de demissão.

A montadora explica que já adotou todos os mecanismos possíveis para evitar o corte massivo. Programa de demissão voluntária (PDV), lay-off (suspensão temporária de contratos), e PPE, que reduz salário e jornada, além de férias coletivas e licenças remuneradas foram algumas das medidas.

“Com o intuito de manter a nossa transparência e atualizá-los sobre a difícil situação de nossa empresa, frente a uma das piores crises econômicas do País, informamos que o excedente da planta de São Bernardo, que no início do ano era de cerca de 2.000, já supera 2.500 colaboradores, após sucessivas reduções de produção. Adicionalmente, continuamos sem nenhum sinal de reação do mercado brasileiro em 2017, o que pode piorar ainda mais a situação”, dizia a carta assinada pelo presidente da companhia no Brasil, Philipp Schiemer, enviado aos funcionários no início do mês.

Produção na Volks e Ford também suspensa

A Ford e a Volkswagen também estão com a produção suspensa no ABC paulista. A Ford deu férias coletivas aos cerca de 3 mil metalúrgicos das linhas de automóveis e caminhões de segunda-feira até o dia 26. Já na Volks, os 8 mil funcionários ficarão sem trabalhar por 20 ou 30 dias, também a partir de segunda-feira, por causa da falta de peças ocasionada pela briga comercial da montadora com a fornecedora de componentes Keiper.

Fonte: Extra

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