Grupo de trabalho apresenta em 15 dias proposta sobre preço do frete

Caminhoneiro estão se organizando para manifestação em Brasília por melhores condições de trabalho. O objetivo é chegar ao DF com caminhões de todas as regiões do país (Valter Campanato/Agência Brasil)
Em fevereiro caminhoneiros foram a Brasília protestar contra o aumento do diesel e apresentar demandas da categoria Valter Campanato/Agência Brasil

Na primeira reunião do grupo de trabalho mediado pelo governo para discutir a criação de uma tabela referencial para o preço do frete pago aos caminhoneiros do país, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, propôs ontem dia (10) a criação de três subgrupos para debater, além da formatação do preço referencial do frete, a regulamentação de pontos da Lei do Caminhoneiro e uma agenda regulatória, como valor de pedágio e reajuste no preço do diesel.

Os subgrupos teriam 15 dia para discutir individualmente esses três pontos e elaborar um relatório a ser apresentado no próximo dia 26, em reunião do grupo de trabalho formado por caminhoneiros, empresários e o governo. “Objetivamente, não achamos que essa primeira reunião tenha um caráter conclusivo. Estamos propondo, para que possamos dar continuidade [às discussões iniciadas em meio à manifestação dos caminhoneiros], a criação desses três grupos de trabalho”, disse Rossetto na abertura da reunião, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Além de representantes dos caminhoneiros e dos empresários do setor – transportadores e embarcadores – participam do encontro os ministros do Trabalho, Manoel Dias; dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues; deputados, senadores, além de representantes de entidades sindicais de classe.

De acordo com Rossetto, cada grupo será composto por representantes de cada segmento e terá, obrigatoriamente, a participação de representantes da ANTT e do Ministério dos Transportes.

A negociação fez parte da promessa apresentada pelo governo aos motoristas de caminhão para que fossem suspensos os bloqueios que paralisaram, no mês passado, as rodovias de vários estados brasileiros. No dia (9), sindicalistas criticaram a sanção da Lei dos Caminhoneiros pela presidenta Dilma Rousseff e informaram que na lista de reivindicações do movimento estão a redução do PIS/Cofins sobre o óleo diesel, a abertura de linha de crédito para o transporte autônomo e o perdão de multas, notificações e processos judiciais aplicadas durante a paralisação.

 
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger / Blog do Caminhoneiro

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