Crise no transporte de cargas: como proteger sua empresa?

Entenda quais foram os impactos da crise no transporte de cargas e descubra o que o gestor de frotas deve fazer para proteger sua empresa

Você gostaria de saber como proteger sua empresa da crise no transporte de carga?

A crise no transporte de carga causou impactos seríssimos no setor nos últimos três anos. E muito tem a ver com a situação política e econômica no Brasil, que há tempos vem se mostrando complexa e instável.

Se quiser aprender mais sobre como reduzir os custos de frota da sua empresa, leia esse outro artigo sobre manutenção de frota

A crise, originada na falta de credibilidade econômica dos últimos governos, tem afetado diversos setores da economia do país. Um dos setores duramente afetados foi o de transporte de cargas.

Apesar do otimismo das projeções para o futuro, ainda são necessárias medidas para garantir que sua empresa continue respirando.

O que causou a crise no transporte de carga?

Além da delicada situação política no país, alguns outros fatores contribuíram para a crise no transporte de carga.

A diminuição na produção de alguns grãos, como o milho, fez com que os preços se tornassem menos atrativos no mercado internacional. A produção da indústria brasileira também está em baixa.

Juntas, as safras e a produção da indústria são responsáveis pelos fretes que mais movimentam o setor de transporte. As dificuldades, no entanto, se intensificam desde de 2014, quando foi registrado um aumento do número de caminhões no mercado.

Existia a expectativa de safra recorde e o BNDES disponibilizava uma taxa de juros baixíssima. As condições incentivaram muitos gestores a aumentar ou renovar suas frotas. O cenário também contribuiu para que caminhoneiros investissem no veículo próprio com o intuito de trabalhar como autônomos.

Em conjunto com o corte das safras e da produção industrial, o aumento do número de caminhões causou uma queda no preço do frete.

Quais são as perspectivas para o futuro?

Apesar da gravidade da situação atual, a maioria dos empresários acredita que haverá melhor desempenho da atividade econômica no Brasil a partir dos próximos anos.

A retomada do crescimento do setor é esperada pelas empresas do ramo a partir de 2018. No entanto, é necessário traçar estratégias para que os impactos dessa crise sejam menores para sua empresa. A seguir, entenda melhor como a crise no transporte de carga afetou empresários e caminhoneiros nos últimos três anos.

Quais foram os maiores impactos da crise no transporte de carga?

A diminuição da receita bruta e a necessidade de reduzir o quadro de funcionários foram os impactos mais severos da crise no transporte de carga para a maioria das empresas.

Com o preço do frete caindo em até 70%, o custo operacional subiu, tirando muitas pequenas empresas do cenário.

Pelo menos 37,4% das empresas foram forçadas a reduzir o número de veículos em circulação em 2016. Isso impactou diretamente na retenção de mão de obra: quase 60% das empresas precisaram reduzir o quadro de funcionários.

As transportadoras enfrentaram lucros reduzidos, aumento das dispensas com funcionários, nos custos operacionais e redução de frota. A Associação dos Transportadores de Carga do Mato Grosso (ATC) aponta o cenário como uma das maiores crises no transporte de carga em 20 anos.

O número de caminhoneiros autônomos que se viram forçados a abandonar a profissão também cresceu muito. Confrontados com os baixos valores de frete, tornou-se impossível manter em dia os financiamentos e outros custos operacionais.

O que o gestor de frota ou empresa precisam fazer para passar por esse período?

O maior desafio do gestor de frota é encontrar soluções para manter os custos do frete em níveis razoáveis. Muitas empresas têm tido dificuldade ao negociar os valores com os outros setores, já que também são afetados pela crise.

É importante que seja levado em conta o peso da mercadoria, os locais de origem e destino, o preço do combustível e o valor da nota fiscal. Na hora de calcular o preço do frete, é necessário acrescer todas as taxas aplicáveis, incluindo as de risco.

Empresas vêm apresentando sucesso na redução dos custos operacionais através da aplicação de indicadores chave de performance (ou KPIs). Além disso, o uso de sistemas de gestão podem ajudar na otimização dos processos.

É possível, por exemplo, reduzir os gastos com combustível ao definir as melhores rotas para cada entrega. Definir rotas também ajuda a carregar o caminhão de maneira mais eficiente.

Outra estratégia que tem se provado efetiva é o investimento nas áreas de marketing e comercial. A captação de novos clientes é fundamental para que a empresa possa continuar crescendo, mesmo que em passo desacelerado.

Ainda, é prudente rever o planejamento financeiro. Reservar capital de giro para garantir que a empresa sobreviverá aos momentos de dificuldade pode fazer toda a diferença.

Entre quedas nos preços do frete e a diminuição da receita bruta, inúmeras empresas foram obrigadas a diminuir o seu quadro de funcionários. Caminhoneiros autônomos também sentiram as dificuldades, com a diminuição da oferta de fretes.

Mas, por meio de planejamento cuidadoso, empresas têm conseguido manter suas frotas em movimento. Otimizar os processos a fim de reduzir custos é primordial.

Aplicando técnicas como a análise de KPIs e o uso de sistemas de gestão, os empresários têm conseguido reduzir custos desnecessários. Assim, conseguiram manter a frota funcionando em sua totalidade e evitar cortes de funcionários.

Da mesma forma, um monitoramento completo das operações da sua empresa auxiliam em estimativas mais realistas.

Na hora de calcular o preço do frete, tenha em mente que ele deve cobrir todos os custos operacionais, incluindo impostos e taxas. Os outros setores também atravessam a crise, mas diminuir demais o valor do frete sem considerar esses fatores pode colocar sua empresa em perigo.

Investir na captação de novos clientes e reavaliar o planejamento financeiro também podem ajudar a mitigar os impactos da crise.

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