6ª Conferência do SETCESP reúne debates sobre a defasagem e a tabela do frete

O SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região realizou, em sua sede em São Paulo, nesta última quinta-feira (05), a 6ª Conferência da entidade, que promoveu um debate entre empresários e representantes do TRC em torno dos assuntos relacionados a tabela e frete e a defasagem no transporte rodoviário de cargas.

“O principal objetivo desse encontro é reverberar e multiplicar o que aconteceu no último CONET (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado) da NTC&Logística trazendo para os transportadores paulistas tudo o que foi apresentado nesse evento que reúne as lideranças do TRC de todo o Brasil. Discutimos pontos relacionados a Reforma Tributária, mas o principal assunto sem dúvida foi sobre o Piso Mínimo do Transporte Rodoviário de Cargas”, disse Tayguara durante a abertura.  

Desde que a nova Tabela do Frete, realizada a partir de um estudo elaborado pela ESALQ-LOG da USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) foi anunciada pela ANTT e suspensa pelo Ministério da Infraestrutura, o tema tem gerado muitos impasses. A validade da tabela, que seria decidida pelo Supremo Tribunal Federal, foi adiada e a medida continua sem definição.

Para colocar o assunto em questão, Lauro Valdívia, assessor técnico da NTC&Logística, expôs um estudo sobre o frete considerando os componentes tarifários: frete valor, GRIS e generalidades. Lauro também comentou as políticas impostas nos anos anteriores que culminaram no cenário atual, além disso, compartilhou as dificuldades de se contemplar na nova tabela todas variáveis de uma país tão grande e diversificado como o Brasil.

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Na sequência, Ricardo Melchiori, conselheiro gestor da RGLog Transportes, assumiu a palavra para descrever as dificuldades e o ponto de vista do transportador do segmento de lotação. Para ele “a tabela é viável, mas não é a melhor”, no entanto, fazendo um comparativo com as commodities do agronegócio, “para o que não é bom o caminho é ajustar e não suspender”, sugeriu Ricardo.

“Não vamos entrar no mérito se é boa ou ruim, mas de fato a tabela foi criada de forma bem transparente e todos tiveram a oportunidade de participar da sua elaboração por meio das audiências públicas”, declarou José Maria Gomes, presidente da ABTLP e diretor da Quimitrans, sobre a tabela do frete.

Assumindo a tribuna, Carlos Candal Neto, diretor da Câmara Técnica de Carga Fracionada da NTC&Logística e vice-presidente da TSV Logística e Transporte, falou sobre a economia do país e como a confiança e os investimentos andam em baixa, destacando que a escassez dificulta o consenso “na hora que a economia crescer esse assunto vai se dissipar”, disse Carlos. O empresário do segmento de carga fracionada, ainda apontou a necessidade do setor de transporte se impor diante dos embarcadores “precisamos de melhores apurações de custos e repassar os valores aos nossos clientes”.

Após as perguntas da plateia, Tayguara reforçou a ideia de que é preciso que os investidores do país separem a economia dos problemas políticos “o Brasil tem tudo para crescer”, e afirmou que a classe tem que estar unida enfrentando as dificuldades e valorizando serviço prestado. “Se o embarcador quer segurança e que a mercadoria chegue no prazo, ele também precisa pagar por isso”, finalizou encerrando os debates.

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