
Longe de casa, caminhoneiros seguem rotina na pandemia e sofrem preconceito
O alarme do celular do caminhoneiro Adriano Alfredo Marcelli, 39, despertou às 3:30 da manhã para mais uma viagem de trabalho. Na noite anterior, o Brasil registrara 8.588 mortes por Covid-19.
Levantou-se, jogou água fria no rosto, trocou de roupa, tomou um copo de café requentado e, antes de sair, se despediu com um beijo da esposa Marcia Silva Santos, que dormia. Marcelli ficou quase 15 dias longe de casa. Mesmo com medo, precisava ir trabalhar. "Não posso me dar ao luxo de ficar em casa."
Em mais de 10 anos como caminhoneiro, ele já percorreu quase todos os estados do Brasil e passou por Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, sempre atrás do volante. O caminhoneiro afirma que a demanda de trabalho, para ele, se manteve igual.
A reportagem do TAB conversou com Marcelli enquanto