Setor de máquinas comemora prorrogação do PSI

Luiz Moan, presidente da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, confirmou na sexta-feira, 4, em reunião com a imprensa, que o PSI (Programa de Sustentação do Investimento), do BNDES, será prorrogado para todo o ano de 2014. O programa acabaria em 31 de dezembro, e já estava ocorrendo uma corrida para aquisição de máquinas e equipamentos com juros mais baixos.

– Veja aqui a apresentação completa sobre o desempenho de setembro.

“Para evitar uma bolha nas vendas no fim do ano e uma queda acentuada no início de 2014, a Anfavea pediu ao governo federal que estendesse o programa. O Ministério da Fazenda confirmou a prorrogação, mas ainda não está certo que se dará nas mesmas condições de juros e prazos do PSI original”, explicou Moan.

É justamente o PSI que tem deixado o setor de máquinas cada vez mais próximo de bater recorde de vendas no mercado interno este ano, com uma expectativa de 83 mil unidades licenciadas, 18,4% a mais do que em 2012. “Sem esta ferramenta, não teríamos o investimento em mecanização que temos visto no campo. Renová-la é uma notícia extremamente positiva”, comentou Milton Rego, diretor da Anfavea e de relações institucionais da Case New Holland (CNH).

De acordo com Milton Rego, de janeiro a setembro foram vendidas 63,8 mil máquinas, 25,1% a mais do que no mesmo intervalo do ano passado. Houve alta de 55,7% entre as colheitadeiras, de 33,5% para retroescavadeiras, de 23% para tratores de rodas e de 3,4% para cultivadores motorizados. Apenas os tratores de esteiras apresentaram retração, de 13,5%, no acumulado do ano.

Do total absorvido pelo mercado, 7,3 mil máquinas foram vendidas em setembro, o que representa alta de 16% sobre o mesmo mês do ano passado e queda de 6,2% sobre agosto deste ano. Milton Rego disse que a safra de setembro não teve a mesma rentabilidade de agosto, mas não afetará a previsão de recorde para este ano, considerado por ele “excepcional”.

Mesmo com a manutenção do PSI, Rego adiantou que 2014 não será melhor do que tem sido 2013. “O mercado de máquinas aproveitou para corrigir neste ano tudo o que não investiu nos anteriores, que tiveram compras muito inferiores. Houve modernização das máquinas e equipamentos nos últimos 13 meses, o que deve se estender até os próximos quatro meses. Para 2014, é esperado um crescimento normal, apenas para atender a demanda local.”

PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO

A produção de máquinas continua a crescer, mas não na mesma proporção do mercado interno. Isso por causa da queda nas exportações. Foram montadas de janeiro a setembro, 75,8 mil máquinas, 19,8% a mais do que em 2012. Saíram das fábricas apenas no último mês 8,8 mil delas, volume 36,3% maior do que o observado em setembro do ano passado.

“As nossas máquinas têm o mesmo conteúdo tecnológico das vendidas na Europa e nos Estados Unidos. Mas enquanto tivermos alto custo de energia, mão-de-obra, matéria-prima e de logística e nos comportamos como um manicômio tributário, não seremos competitivos. Como resultado, ano após ano, temos perdido pedidos de países como Argentina, Paraguai e Uruguai”, apontou Rego.

De janeiro a agosto foram exportadas 11,5 mil máquinas, 5% a menos que no mesmo intervalo de 2012. Somente em setembro, 1,6 mil foram enviadas, o que representa uma alta significativa de 44,5% sobre o ano passado, mas apenas “pontual”, segundo o executivo.

fonte : CAMILA FRANCO

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