Saiba tudo sobre um bom serviço de funilaria

A Oficina do Chico traz dicas de manutenção e serviços para a conservação e bom desempenho do seu caminhão

Todo bom caminhoneiro precisa de informações confiáveis sobre a manutenção e conservação do seu veículo. Por isso, o Chico da Boleia resolveu trazer para todos os leitores e leitoras das estradas dicas sobre os mais diversos temas que afetam diretamente o caminhoneiro e a caminhoneira no seu dia a dia.

Na Oficina do Chico, portanto, serão tratados assuntos como a manutenção de pneus, carrocerias, motores, dicas para aumentar a eficiência do combustível, como reconhecer bons postos de combustíveis, reparação de peças, dentre outros.

Para começar, tivemos uma conversa com Luiz Carlos Otaviano, encarregado da parte de funilaria da Comercial Davoli de Porto Ferreira, quem deu várias informações sobre o trabalho desempenhado nesta área.

Em primeiro lugar, tratou-se de uma porta mal reparada com a qual ele se deparou em sua oficina. “Essa peça chegou aqui pra gente e identificamos que ela sofreu um acidente. As avarias provocadas pelo acidente não foram bem feitas ou reparadas devidamente pelo primeiro serviço. O funileiro não endireitou a porta como deveria. A reparação foi muito ruim, então a porta ficou toda ondulada e, por isso, resolvemos trocar a peça aqui na oficina”, explicou.shduashdu

Ainda de acordo com Otaviano, se a qualidade da peça após a reparação da funilaria não estiver de acordo com os parâmetros de qualidade, é necessário realizar a troca. “O primeiro serviço de funilaria quando acontece um acidente, ou quando há um dano na peça em questão, deve ser muito bem feito, porque depois disso fica muito difícil reparar um serviço mal realizado”, afirmou.

“Quando a lata chega para ser reparada, o funileiro tem que observar bem qual o serviço que precisa ser realizado. Não adianta só dar uma batidinha na lata e passar uma massa. Essa porta que temos aqui como exemplo, está permitindo a entrada de água e apodrecendo por dentro, porque tanto a parte de cima quanto a de baixo não estão alinhadas”, explicou Otaviano.

De acordo com o funileiro, os maus reparos do serviço de funilaria são responsáveis por desvalorizar o veículo numa possível troca ou venda, o que prejudica muito os caminhoneiros.

Como proceder após um sinistro para facilitar o trabalho da funilaria?

De acordo com Luiz Carlos Otaviano, para reduzir as perdas e danos de um veículo quando algum sinistro ocorre é preciso que o dono ou dona do veículo informe corretamente todas as partes e peças danificadas pelo acidente no momento de realizar o Boletim de Ocorrência.

“Isso é necessário para que o processo seja mais rápido. Na hora da análise do boletim por uma companhia de seguro, por exemplo, eles têm toda a documentação da batida. Também falo para os caminhoneiros ficarem de olhos abertos com os casos de tombamento porque tem que verificar direitinho se aconteceu alguma coisa com o motor ou a turbina.”, explicou Luiz Carlos.

Ele também afirmou que no momento do tombamento pode acontecer do caminhão não conseguir puxar o óleo, por causa da posição incorreta que ele ficou. “Quando acontece esse tipo de acidente, às vezes não dá tempo de desligar e o caminhão fica funcionando sem lubrificação, o que pode fundir o motor”, esclareceu Otaviano.

O pessoal da funilaria da Concessionário Davoli de Porto Ferreira depende e utiliza os relatórios de danos para trabalhar de forma transparente e eficiente com a seguradora.

Otaviano explicou ainda que no caso da Davoli são usadas peças originais da Mercedes-Benz, o que garante durabilidade e resistência, além da garantia de fábrica. Por isso, de forma geral a recomendação é que não se utilize peças paralelas.

“Se o serviço é feito por nós, garantimos toda a qualidade de reparação e da peça original. Os caminhões também saem lavados e completamente limpos, prontos para que os clientes testem. Se o serviço de funilaria é bem feito, o caminhoneiro dificilmente vai sofrer com a desvalorização do veículo. Isso é bom para os nossos clientes e muito importante para nós”, concluiu Luiz Carlos.

Redação Chico da Boleia

 

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