Quem disse que caminhão foi feito para rodar?

Nem mesmo a proteção dos bancos foi tirada para manter o caminhão intacto

Apaixonado por Scania desde a infância, Washington Menelli conseguiu realizar um dos seus maiores sonhos: ter um caminhão novinho, literalmente, na garagem

Há quem duvide, mas Menelli garante: comprou um caminhão Scania para deixar  exclusivamente na garagem de casa. E ele faz questão de expor seus argumentos. “Há quem colecione Fusca, Corcel, selo de carta, grampo de cabelo. O meu negócio sempre foi com caminhão e eu sonhava em ter um Scania assim, igual peça de museu, que todo mundo pode ver, mas sem encostar, só admirando”.

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O escolhido foi um P340 4X2 na cor vermelho pimenta, comprado em 3 de fevereiro de 2010 e que até hoje soma apenas 18 quilômetros rodados. “E isso foi lá na fábrica, na concessionária, porque quando eu comprei, coloquei sobre a plataforma até a garagem aqui de casa”, faz questão de ressaltar o morador da cidade de Camaçari (BA), onde também está localizada a sua empresa — Transmenelli.

Nem mesmo os plásticos do interior da cabine foram retirados. “Emplaquei, pago os documentos direitinho, mas é para ele ficar lá do jeito que está, com plástico e tudo”, reforça Menelli, completando: “Pode mexer com a minha esposa, mas com o caminhão não”, diverte-se.

Pai de três filhos, é o primogênito quem o ajuda com a limpeza do caminhão, “mas só por fora, porque as chaves ficam na minha gaveta lá no escritório, para não ter risco. Meus filhos dizem que quando eu morrer eles vão colocar o caminhão pra rodar, mas enquanto eu estiver por aqui ele fica lá, paradinho”, completa o bem-humorado empresário.

Tudo para viver o sonho da estrada

Atualmente à frente da administração da Transmenelli — que possui frota 100% Scania operando com implemento cegonha, Washington afirma que precisou contrariar o desejo dos pais para viver o sonho da estrada.

“Eles me matriculavam na escola, mas eu não ia de jeito nenhum. Até que, aos 15 anos, depois de muito tentar, desistiram e eu fui trabalhar viajando com o meu pai”, relembra.  “Viajar, ser livre, parar pra dormir no posto. Tudo isso me fascinava, era tudo o que eu queria da vida”.

Juntos, pai e filho percorreram estradas de Belém, Recife, Fortaleza, entre outras, carregando carga seca, madeira. Menelli diz que a experiência fez com que ele se apaixonasse ainda mais pela Scania. “Meu pai teve caminhão Scania desde o 110 que, inclusive, foi no qual eu aprendi a dirigir, e todos sempre muito bons. A mecânica é diferenciada, fácil de mexer. Chegamos a fazer o motor de um L 111 “jacaré” na beira da estrada. São boas lembranças que eu não vou esquecer”, completa ele, que ainda tem um desejo para o seu museu particular: “quero, agora, um Scania Highline”.

FONTE: Scania / Caminhões e Carretas

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