Personalidades do TRC debatem segurança em evento

O “Desafio paulista do Zero Acidentes” e “Zero Acidentes: um sonho ou uma possibilidade” foram temas de debate durante o Seminário Volvo de Segurança no Trânsito, realizado no dia (14), na sede da NTC&Logística. O painel foi mediado por J.Pedro Corrêa, consultor do Programa Volvo de Segurança no Transporte (PVST), e composto por personalidades do setor, como: José Helio Fernandes, presidente da NTC&Logísitca; Flavio Benatti, presidente do FETCESP; Manoel Souza Lima Jr., presidente do SETCESP; Oswaldo Dias de Castro Jr., diretor geral da Golden Cargo; Eduardo Lucena, gerente de transporte da Raízen; e Paulo Gottlieb, da TRS engenharia.

programa volvo
Foto: Murilo Abreu

Durante a abertura do debate, José Hélio Fernandes falou sobre a importância da conscientização dos empresários, em médio prazo, e como eventos como o promovido ontem podem contribuir nesse caminho. “A segurança é um assunto que interessa não só ao transportador, mas a sociedade como um todo. Trata-se de um trabalho de persistência. E essa parceria da Volvo com a NTC é de extrema importância. A primeira tem mais de 28 anos de experiência, e deve desenvolver o trabalho institucional e de pesquisa, enquanto o setor e entidades trabalham tentando regulamentar o TRC, como é a questão sempre atual da jornada de trabalho do motorista”, conclui Fernandes.

 Iniciativas das entidades e experiências particulares se mesclaram durante o debate em busca de um caminho para a meta de Zero Acidentes. Flávio Benatti citou, por exemplo, as atividades do SEST SENAT que nos últimos 20 anos evoluíram muito. Só de espaço físico saíram de 0 para 150 escolas profissionalizantes. “Além da segurança jurídica do setor, que vai melhorar o conceito de gestão do negócio, temos todos que nos mobilizar. Hoje, por exemplo, estamos com uma licitação para a compra de 100 simuladores de direção para o SEST SENAT. O resultado desse exercício permitirá melhorar a gestão de empresas, a sinistralidade e contribuirá também na norma 39001”, afirma.

 Benatti falou ainda sobre como a gestão do funcionário auxilia na performance geral da empresa, e que esse será o diferencial das empresas depois de todo ajuste da legislação do setor. Nesse sentido, Lucena também defende que não existe mais negócio que não seja sustentável. “Na Raízen, que adaptou o melhor da SHELL (segurança holandesa) e da COSAN (empreendedorismo brasileiro e superação de adversidade), a diretriz empresarial de sustentabilidade faz parte de todos os programas, por isso, a segurança é dever de todos. Por exemplo, a empresa teve um acidente em janeiro, e isso gerou perda de bônus para todos, como um processo de corresponsabilidade. Não vivemos de segurança, e sim de produtividade, e quanto mais produtivos mais condições damos aos profissionais de faturar e trabalhar, assegurados na lei”, comentou.

 Ainda no que se refere à legislação, Manoel Souza Lima Jr. relembra a importância da Lei 13.103/15 que traz um panorama mais positivo para o TRC, e como a ISO 39001 vem coroar as discussões sobre segurança viária. “Temos que ser multiplicadores dessa norma, que junto com a Lei 13.103, será decisiva para o tema que estamos debatendo. Vamos incentivar a ABNT para trazer essa tradução o quanto antes”.

 Sobre a tradução da norma, Oswaldo Dias Castro Jr. demonstrou receio de normas internacionais não considerarem o cenário nacional, ao que Gottlieb acrescentou que “no momento da tradução, são considerados os aspectos do país, trata-se então de uma adaptação”.

 A mensagem principal para os participantes do evento é que a gestão de negócios e a informação são o caminho para preservação da segurança e consequente produtividade.

Comentarios