Pedro Parente pede demissão da presidência da Petrobras.

(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

No cargo de presidente da estatal desde 2016, Pedro Parente anunciou sua demissão na manhã desta sexta-feira, 1 de junho. Segundo informações, a estatal deve escolher um nome para interino ainda hoje.

Durante a sua gestão, Pedro Parente adotou nova política de preços para os derivados do Petróleo que vinculou os preços desses produtos aos valores praticados no mercado internacional e à variação do câmbio. Tal política, desatrelada do controle do Estado, resultou em vários reajustes nos preços dos combustíveis e outros derivados do petróleo.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos), no período de 22 de abril a 22 de maio de 2018, a Petrobras reajustou o preço da gasolina e do diesel nas refinarias 16 vezes.

O estudo mostra que o preço da gasolina saiu de R$ 1,74 e chegou a R$ 2,09, alta de 20%. Já o do diesel foi de R$ 2,00 a R$ 2,37, aumento de 18%. Para o consumidor final, os preços médios nas bombas de combustíveis subiram de R$ 3,40 para R$ 5,00, no caso do litro de gasolina (crescimento de 47%), e de R$ 2,89 para R$ 4,00, para o litro do óleo diesel (alta de 38,4%).

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A variação descontrolada no preço dos combustíveis foi o principal fator gerador da greve dos caminhoneiros que mobilizou a categoria na última semana, causando crise de abastecimento em várias cidades do país.

Parente vinha sendo criticado também pelas entidades sindicais representativas de petroleiros, acadêmicos especialistas na área de recursos energéticos e estratégicos e pela Associação dos Engenheiros da Petrobras.

Em recente entrevista divulgada pelo jornal Chico da Boleia, o Prof. Dr. Eduardo Costa Pinto, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, explicou ao jornal que a política de preços praticada por Parente e sua cúpula dirigente tinha como objetivo a venda de ativos da Petrobras. Além disso, essa medida favorecia a importação de derivados do petróleo, resultando na ociosidade das refinarias brasileiras. Veja a entrevista na íntegra aqui!

Redação Chico da Boleia

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