Na Fenatran Noma confirma fábrica de R$ 75 milhões

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Após postergar início das obras, unidade de Tatuí está em fase final de construção

Em meio a turbulência do mercado de veículos comerciais pesados que enfrenta queda acentuada da demanda de caminhões e consequentemente de carretas, a Nomaaproveita a Fenatran para reafirmar seu investimento de R$ 75 milhões em uma nova fábrica de implementos rodoviários em Tatuí (SP) cuja produção será complementar a de Maringá (PR).

A empresa havia planejado inicialmente abrir as portas da nova unidade no primeiro semestre de 2014, mas diante dos primeiros sinais de retração do mercado, os planos foram postergados. Segundo Marcos Noma, presidente da empresa, as obras tiveram início em abril deste ano e a expectativa é terminar as obras civis em janeiro de 2016. “Encerrando a fase de conclusão do prédio, daremos início à introdução de máquinas e equipamentos. Nossa expectativa é começar a operar no segundo semestre de 2017”, revela o executivo na segunda-feira, 9, durante a apresentação de novos produtos na Fenatran.

Com capacidade de produção prevista em 600 unidades por mês e 450 empregados diretos, a nova fábrica abrigará linha de produção de plataformas a fim de complementar a produção da planta paranaense. Segundo o presidente da Noma, a nova planta faz parte do plano estratégico de crescimento da empresa implementado em 2012 e que segundo ele “vem dando certo”. Ele conta que em 2013, a empresa decidiu ter uma nova linha produtiva após encerrar 2013 com participação de 9,3% do mercado de implementos, cujas vendas chegaram ao volume recorde de 70,1 mil unidades.

“Naquele ano, que também foi nosso recorde só não vendemos mais porque não tínhamos capacidade para produzir mais”, relata. Embora o mercado tenha caído 18% em 2014, para 59,5 mil unidades e em 2015 a empresa trabalha com estimativa de queda de 50% do mercado geral, para algo como 30 mil, a empresa mantém o otimismo, uma vez que seu desempenho a fará cair menos que o mercado. Para Noma, embora a companhia projete vendas 34% menores neste ano, para 3,8 mil carretas, o volume representará market share de 12%, o melhor resultado da empresa em seus quase 50 anos, levando-a a ocupar a vice-liderança do mercado nacional.

Para 2016, Noma arrisca dizer que será muito próximo do que acontece neste ano “com viés de pequena alta de 6% a 10% no volume”. Ele baseia sua perspectiva diante da possibilidade de menos concorrência uma vez que empresas do segmento estão ameaçadas de fechar as portas após um ano tão conturbado.

“Nos últimos 15 anos, nunca houve três anos consecutivos de queda. Acreditamos que o mercado chegou sim ao fundo do poço, porém o agronegócio continuará impulsionando os negócios, mas qualquer mudança repentina no jogo político pode afetar essa perspectiva.”

Com um olhar mais adiante, Noma afirma que imagina um cenário em 2017 mais alentador, quando o mercado deverá de fato retornar mais consistente, mas nada ainda comparável ao volume recorde de 2013: “Poderemos chegar com algo entre 50 a 55 mil implementos até 2018”.

FENATRAN

Para a feira, a Noma apresenta um bitrem silo em caixa de alumínio cujo desenvolvimento foi feito em parceria com a empresa italiana Menci, com know-how no segmento de implementos em alumínio. “Mais leve, o novo silo rodoviário proporciona um ganho real de até 5 mil quilos a mais de capacidade de carga se comparada com com produtos de aço carbono”, aponta Josué de Araújo, gerente de engenharia de produtos da Noma.

Fonte: AB

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