Motoristas vão à polícia denunciar índios por pedágio em Mato Grosso

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Pelo menos 45 motoristas  já registraram boletins de ocorrência contra o pedágio cobrado por índios, em bloqueios realizados na BR-174, entre os municípios de Comodoro, a 677 km de Cuiabá, e Vilhena (RO). As denúncias são contra as cobranças mediante ameaças praticadas pelos indígenas, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que chegam a estimular o valor de até R$ 50 para a liberação do veículo na rodovia.

 Há seis dias um grupo de 200 índios da etnia Nhambiquara estão no trecho da estrada, como forma de protesto por melhorias na aldeia. Com arcos e flechas, eles abordam os motoristas que trafegam pela região e dificultam a passagem com cones e tocos espalhados na pista.

A PRF informou que a manifestação ocorre de forma pacífica e nesse período, cinco boletins foram registrados por condutores contra a situação e encaminhados para o Ministério Público Federal. Outros grupos indígenas, conforme a polícia, estão se deslocando para a rodovia e pretendem integrar o movimento.

No mês de abril, os indígenas também interditaram a rodovia e a manifestação resultou em mais 40 denúncias nos postos rodoviários. Muitos motoristas que se recusam a pagar o pedágio são vítimas de atos violentos por parte dos índios, que lançam flechas e quebram os vidros dos veículos.

Manifestantes param veículos para cobrar pedágio (Foto:  Ailton Antônio da Silva/PRF)
Manifestantes param veículos para cobrar pedágio (Foto: Ailton Antônio da Silva/PRF)

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Eles cobram R$ 25 para o tráfego de carros de passeio e R$ 50 para ônibus e caminhões. Uma equipe de policiais rodoviários acompanha no local a situação. O grupo realiza o bloqueio das 6h às 18h, e retomam a interdição no dia seguinte. Eles usam placas de ‘pare’ e ‘siga’ para sinalizar e deixam que um veículo por vez passe pela via.

Por meio de nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai), disse que os índios cobram o cascalhamento de uma estrada de acesso às comunidades indígenas da região, instalação de energia elétrica em todo a área indígena, além da liberação para a construção de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), no Rio Juína, que fica nos limites das terras indígena dos povos Nhambiquara, a fim de receberem indenização da empresa responsável pela obra.

A Funai informou também que todas as reivindicações apresentadas pelos indígenas vem sendo discutidas e que providências já estão sendo tomadas.

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