Mercedes-Benz L-1620 ainda um dos mais negociados

Modelo campeão de vendas da marca na década de 1990 é dos mais procurados no mercado de usados

O Mercedes-Benz L-1620 é desses caminhões que ficarão marcados na memória da história do transporte rodoviário de carga. O veículo lançado em meados da década de 1990 rapidamente virou um campeão de vendas, liderando o mercado por quase uma década, pouco antes de ser descontinuado no fim de 2011 em virtude da introdução das normas ambientais do Proconve equivalentes a Euro 5.

Enquanto esteve em produção, em São Bernardo do Campo (SP), de 1996 a 2011, o L-1620 somou 102.600 unidades produzidas, das quais 91.400 licenciadas no mercado interno. Seu desempenho nas vendas, no entanto, ainda promove retorno para a marca, pelo menos no que diz respeito à imagem.

Os caminhões da Mercedes-Benz lideram os negócios no mercado de usados, encerrando o primeiro semestre com 37,6% de participação, segundo os dados da Fenabrave, a federação que reúne as distribuidoras de veículo. Ao mesmo tempo, em um levantamento do site de classificados Mercado Livre, do ano passado, coloca o L-1620 como o mais procurado, com 17% dos acessos.

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Consorcio DAF

O semipesado L-1620 nasceu 4×2 e motor de 204 cv, conforme indica sua nomenclatura. A engenharia da Mercedes-Benz, porém, incrementou o modelo com mais capacidade de carga e potência, mas sem alterar o nome que se já encontrava consagrado. O veículo passou a sair de fábrica com o terceiro eixo instalado, elevando o peso bruto total (PBT) de 16.000 kg para 23.000 kg, e motor de 211 cv a 2.600 rpm e torque de 67 kgfm a 1.400 rpm.

O modelo ainda brilha entre os usados em função da resistência mecânica e o baixo custo de manutenção, características que fizeram sua fama enquanto esteve em produção. A versatilidade para cumprir diversos tipos de aplicações também é outro atributo que ainda faz dele um sucesso no mercado usados.

O caminhão se apresenta nas medidas para cumprir rotas rodoviárias de curtas e médias distâncias com as mais variadas carrocerias sobre chassi, como carga seca, baús e caçambas basculantes.

Pouco antes de ser descontinuado, o veículo ganhou outra versão, com motor de gerenciamento eletrônico de 231 cv a 2.200 rpm e torque de 83 kgfm de 1.200 a 1.600 rpm para atender às normas equivalentes ao Euro 3, em 2006. Ainda assim, sem cogitação de mudanças em seu nome.

Fonte: Estradão

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