Greve dos caminhoneiros está mantida para 1º de novembro

Reivindicações da categoria incluem redução do preço do óleo diesel e a revisão da política de preços aplicada pela Petrobras. (Foto: reprodução)

Greve dos caminhoneiros está mantida para 1º de novembro

Falta de diálogo e acordo com o governo federal faz com que lideranças da categoria sigam com as paralisações

Redação Chico da Boleia

Após o governo federal anunciar o “auxílio diesel”, como tentativa de diálogo com a categoria dos caminhoneiros autônomos e celetistas, lideranças do segmento afirmam que a greve, marcada para 1º de novembro, está mantida.

De acordo com trabalhadores do setor, a proposta não cobre os gastos reais com combustível, nem minimiza os impactos sofridos pela categoria com os constantes reajustes aplicados pela Petrobras.

Segundo nota do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), “a proposta do governo em ‘ajudar’ o caminhoneiro autônomo com esse auxílio não muda nada em relação as demandas e necessidades dos trabalhadores, pois, nossa pauta está bem definida, não queremos repetir a frustração de 2018 ‘ganhar e não levar’, precisamos de estabilidade nos direitos adquiridos, idem aos reivindicados”.

Em entrevista ao UOL, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, destacou que as principais reivindicações da categoria são: redução do preço do óleo diesel, a revisão da política de preços aplicada pela Petrobras, aposentadoria especial com 25 anos de contribuição ao INSS e atualização da tabela de Piso Mínimo de Frete.

Após assembleia realizada pelas lideranças (CNTTL, CNTRC e Abrava), no dia 16 de outubro, no Rio de Janeiro, com a participação de outros representantes da categoria, incluindo a Frente Parlamentar Mista em Defesa do caminhoneiro Autônomo e Celetista, foi decidido que os trabalhadores entrariam em estado de greve.

Na ocasião, as entidades ainda chegaram ao acordo que dariam até o dia 31 de outubro para que o governo federal e seus representantes dialogassem com a categoria, ouvissem as demandas e buscassem alternativas para atender as reivindicações. Entretanto, a única reunião marcada para o início desta semana foi cancelada. A decisão do governo apenas reforçou o estado de greve dos caminhoneiros.

Para Litti, as demandas de 2018 não foram atendidas e os trabalhadores continuam sofrendo com os mesmos problemas. A greve é a última opção para que suas reivindicações sejam ouvidas e atendidas. “O transporte rodoviário de cargas está pedindo socorro”, disse ao UOL.

NTC&Logística reforça posição contrária sobre possíveis paralisações

Apesar do apoio recebido pelas lideranças dos caminhoneiros autônomos e celetistas, há entidades que se manifestam contra a greve como a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e NTC&Logística.

Em ofício enviado ao Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, a NTC reforçou que suas entidades representadas por Federações e Sindicatos “(…) são e sempre foram contrárias a qualquer paralisação de suas atividades”.

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