Gasolina fica 5,12% mais cara na Capital na primeira semana do ano

Mal começou o ano e a gasolina já está mais cara. Na primeira semana de 2017, o combustível encareceu 5,12% em Campo Grande, mesmo com quatro reduções seguidas dos valores nas refinarias. A alta é o dobro da inflação acumulada no ano passado. O litro da gasolina comum chega a R$ 4,30 e da aditivada, a R$ 4,40, conforme levantamento do Campo Grande News feito neste domingo (7).

Dos postos verificados, o que tem a gasolina mais cara é o Aliança, localizado na esquina da Avenida Mato Grosso com a Rua 25 de Dezembro. O valor, de R$ 4,309, é R$ 0,21 maior que o preço máximo, de R$ 4,099, apurado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) na última semana de 2017.

A diferença é de R$ 10 para cada tanque (de 50 litros) cheio: considerando os maiores valores, no fim do ano, o consumidor gastava R$ 204,95 para encher o tanque; agora, precisa desembolsar R$ 215,45.

Em valores relativos, o avanço é de 5,12%, o dobro da inflação acumulada de janeiro a novembro (último dado) medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A inflação no período foi de 2,49%.

Refinarias – Esse aumento ocorre mesmo com quatro reduções consecutivas dos preços nas refinarias neste ano. De quarta-feira (dia 3) a sábado (6), a Petrobras realizou os seguintes ajustes: -0,1% na quarta-feira; -1,4%, na quinta; -0,9%, na sexta; de -1,1%, no sábado.

Ano passado – O agravante do encarecimento da gasolina na primeira semana de 2018 é que o preço do combustível já havia subido muito durante o ano passado. O valor médio do produto, em dezembro, era de R$ 4,05 em todo o Estado, custo 9,81% maior que o de janeiro, de R$ 3,688.

No início deste ano, a gasolina, que já apresentava trajetória de altas, tinha peso menor no orçamento das família. Com valor médio de R$ 3,688, era possível encher um tanque de 50 litros gastando R$ 184,4. Isso equivale a 19,67% do salário mínimo vigente em 2017, de R$ 937.

Em dezembro, com o avanço de 9,81%, o condutor teve de pagar R$ 202,5 para encher o tanque do carro. O peso é maior no orçamento, correspondendo a 21,6% do salário mínimo do ano passado.

Fonte: Campo Grande News

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