Gargalo logístico gera negócios em tecnologia

Os problemas de logística para embarcar mercadorias no porto de Santos (SP) dão prejuízo para muitos, mas para empresas iniciantes são uma oportunidade de desenvolver novas tecnologias.

As filas de caminhões nos terminais do porto levaram Fernando Jobim, 43, e Marcelo Badra, 39, a montar a Alpar e a criar um aplicativo de celular para agilizar a entrada dos veículos.

Chamado de Tacs Mobile, ele permite uma leitura instantânea dos cartões de uso obrigatório pelos caminhoneiros para ter autorização de entrada. Basta aproximar o cartão do aparelho e o programa avisa se há ou não autorização da alfândega.

Dessa forma, segundo Jobim, um segurança do terminal faria a triagem dos caminhoneiros enquanto eles ainda estão na fila.

“Conseguimos antecipar problemas que iriam acontecer na entrada para o meio da fila, melhorando o fluxo.”

Jobim diz que essa é a primeira de uma série de soluções que a Alpar quer criar no segmento portuário. Entre os produtos já projetados, está um software de lacre eletrônico usado para registrar todas as movimentações dos contêineres.

Outra empresa iniciante que pretende melhorar a logística de transporte de mercadorias é a CargoBR.

Para isso, desenvolveu uma plataforma na internet que, ao ajudar as transportadoras a encontrar mais opções de serviço, pretende diminuir o número de caminhões que fazem viagens sem estarem cheios.

No ar há três semanas, a plataforma da CargoBR permite que empresas que querem enviar mercadorias cadastrem seus pedidos no site.

A seguir, transportadoras cadastradas recebem alertas sobre a oportunidade e fazem propostas de frete para o produto. O embarcador escolhe a que considerar melhor.

A empresa conseguiu atingir os mercados de calçados, livros e tecidos. A próxima meta, diz Rodrigo Palos, 25, sócio da empresa, é entrar no setor de commodities.

Para isso, será preciso colocar os caminhoneiros autônomos no site.

Fonte: Folha de S. Paulo

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