Dia 8 de março: mulheres ainda lutam para conquistar seu espaço na sociedade

Dia 8 de março: mulheres ainda lutam para conquistar seu espaço na sociedade

Diferença salarial, preconceito e violência ainda fazem parte da rotina de milhares de brasileiras

Redação Chico da Boleia

Em 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, mas apesar das conquistas obtidas ao longo dos séculos, viver em uma sociedade patriarcal ainda é motivo para as mulheres literalmente lutarem para sobreviver.

Preconceito, submissão, misoginia, violência e repressão continuam sendo parte da vida de milhares de mulheres em todo o mundo. Há muito o que ser feito para mudar essa realidade e, infelizmente, essa transição não acontece de um dia para o outro…

Por isso, é essencial valorizar e homenagear aquelas que lutam para conquistar seu espaço em um meio de trabalho predominantemente masculino, como o setor de transporte rodoviário de cargas.

Caminhoneiras, carreteiras e motoristas em geral fazem da sua profissão não só uma forma de sobrevivência financeira como também um espaço para serem ouvidas, respeitadas e admiradas. Os estereótipos ainda fazem parte de sua rotina, mas elas continuam a combater qualquer forma de machismo, assédio ou preconceito que o segmento apresenta.

Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), as mulheres representam apenas 0,5% do total de caminhoneiros no país.

Qual a importância do dia internacional das mulheres?

A data histórica deve ser lembrada devido a trajetória de todas as mulheres que se sacrificaram (e ainda se sacrificam) pelo movimento. Para além das comemorações ‘triviais’, o dia 8 de março serve como um momento de reflexão e de busca por formas de garantir a igualdade, a valorização e o respeito as mulheres.

Dados indicam que, apesar da luta histórica, até hoje mulheres (especialmente as negras) são mal remuneradas. Um exemplo: no mercado de trabalho brasileiro, segundo dados da CATHO, os homens ganham até 23% a mais do que as mulheres que ocupam cargos de diretoria ou gerência. A única função na qual as trabalhadoras ganham mais é de assistente/auxiliar.

Outro índice preocupante diz respeito a formação educacional das mulheres: as que possuem pós-graduação, MBA ou especialização recebem até 47% menos que os homens.

Além das diferenças salariais, a violência contra a mulher ainda é predominante nos lares brasileiros. Infelizmente, com a pandemia, o número de casos de agressões aumentou, incluindo os de feminicídio.

De acordo com informações divulgadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, somente entre março e abril de 2020 os casos de feminicídio cresceram 22% em 12 estados do país. “Lembrando que feminicídio é o assassinato de uma mulher cometido devido ao desprezo que o autor do crime sente quanto à identidade de gênero da vítima”.

Por isso a data não deve ser lembrada apenas como um momento comemorativo. É preciso que a sociedade reflita sobre todas essas questões e pense em ações futuras para garantir igualdade, segurança, respeito e valorização para todas as mulheres.

*Com informações da Agência Brasil e Nova Escola.

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