Campeão de atoleiros, trecho da BR-163 escapa de congelamento de gastos

A obra se arrasta há uma década e permitirá o escoamento da safra de milho e soja pelos portos do Norte

O presidente Michel Temer autorizou o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, a fechar uma parceria de R$ 128,5 milhões com o Exército para a conclusão dos últimos trechos da BR-163 no Pará. A obra se arrasta há uma década e permitirá o escoamento da safra de milho e soja pelos portos do Norte.

Dos 955 km, ainda existem 100 km sem asfalto. Até setembro de 2018, o Exército deverá pavimentar 65 km entre Novo Progresso e Igarapé do Lauro e outros 35 km entre Vila Planalto e o entroncamento da BR-320.

No trecho de 80 km que vai de Miritituba até Santarém as obras já estão em andamento.

Segundo Quintella, nos dois trechos [de 100 km] as empresas responsáveis não tinham recursos para concluir as obras. Uma nova licitação demoraria, no mínimo, três anos. “Em uma reunião com o presidente Temer, decidimos que não haveria outra saída a não ser reforçar a parceria com o Exército”, disse o ministro.

Ainda segundo ele, os recursos escaparam do contingenciamento orçamentário e estão garantidos pelo Ministério do Orçamento.

Safra

“Nosso objetivo é garantir o escoamento da safra de 2017/2018”, disse Quintella. “Faremos todo o esforço para concluir a pavimentação até Miritituba, porque investir na solução dos obstáculos que amarram a economia brasileira e o funcionamento do país significa aumentar a competitividade dos produtos no mercado global.”

A soja e seus derivados e o milho estão entre os principais produtos de exportação. Estimativas da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso) indicam que um aumento de 3 milhões de toneladas na produção de milho e soja por ano para exportação. Deste total, somente 13% é escoado atualmente pelos portos do chamado “Arco Norte” e dependem da BR-163.

Embora o volume de exportação pelo Norte ainda não seja tão significativo, as rotas da região são apontadas como uma alternativa para escoar a produção e desafogar os portos do Sul e do Sudeste.

Fonte: Gazeta do Povo

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