[VÍDEO] Cegonheiros autônomos do Espírito Santo reclamam direito de transportar automóveis

Representados pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Veículos do Estado do Espirito Santo, cegonheiros alegam formação de cartel e retirada de direitos

A disputa entre os cegonheiros autônomos do Espírito Santo e a importadora de automóveis, Kia Motors, gira em torno da exclusividade concedida pela sul-coreana para que apenas uma empresa autorizada faça o transporte dos veículos que chegam no porto do estado.

As queixas não param por aí. Durante uma sessão ordinária da Assembleia Legislativa no fim de novembro, representantes dos caminhoneiros autônomos levaram ao Plenário denúncias de más condições de trabalho nos portos do Estado, o que vem prejudicando a categoria.

Na ocasião, os trabalhadores foram representados pelo advogado Rodrigo Ramos, que alegou que os caminhoneiros estão sendo pressionados a deixarem uma área de 5 mil metros quadrados no Porto de Capuaba . A justificativa é de que a Resolução 564 do Conselho Regional de Trânsito não permite a permanência no local, que é usado há anos como área de espera e descanso para os profissionais.

De acordo com notícia vinculada portal Século Diário, outro problema relatado pelo advogado se refere às condições precárias que os caminhoneiros enfrentam na Vale. No local, os profissionais chegam a ficar 11 horas à espera de serviço respirando pó de carvão, sem comida, sem banheiro e sem segurança.

Quanto aos cegonheiros, o advogado apontou que a pratica da Kia Motors do Brasil de repassar o direito da logística para a Transilva, em detrimento de usar os motoristas autônomos de caminhões-cegonha, incorre em formação de “cartel”. Ramos pediu, no caso dos cegonheiros, que a Assembleia prossiga com os trabalhos da comissão criada para intermediar a questão.

Chico da Boleia esteve no Espírito Santo e acompanhou os debates sobre a questão. Na ocasião, também teve a oportunidade de conversar com o advogado Dr. Ramos, quem deu mais detalhes sobre o assunto. Confira na íntegra a entrevista.

 

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