Tempo de espera para conserto de automóveis pode levar meses

Não faz muito tempo que as montadoras chinesas chegaram à América Latina. Não faz muito tempo também que os carros e caminhões chineses começaram a ser comercializados no Brasil. Junto com esse novo mercado vieram as dificuldades de se conseguir peças e itens essenciais na manutenção dos veículos. As reclamações sobre a demora da chegada de um farol, roda, item de freio ou motor são muitas.

Atualmente, essas reclamações não são feitas exclusivamente pelos proprietários de veículos chineses ou japoneses, mas também por proprietários de veículos das marcas mais tradicionais no mercado de automóveis do Brasil. A mudança foi acarretada por um descompasso entre a alta produção de veículos e a baixa produção de peças.

De acordo com notícia veiculada hoje pela Globo News, os usuários chegam a esperar meses por uma peça de reposição e ainda precisam arcar com o aluguel de um outro veículo enquanto aguardam. O que os usuários muitas vezes não sabem é que o de acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, caso o tempo de espera seja excessivo, o cliente pode pedir que a concessionária ou o fabricante providencie um carro até que chegue a peça, gratuitamente.

“O fabricante, mesmo que o carro já tenha saído de fabricação deve manter estoque regular das peças. Se não tem a peça, a culpa não é do consumidor, a culpa é do fabricante e da concessionária”, explica Geraldo Tardin, presidente do Ibedec.

Ainda segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumo, há um prazo de 30 dias para a concessionária devolver o carro consertado para o cliente. Se não cumprir, a loja é obrigada a providenciar um carro para o consumidor até que o problema seja resolvido.

Redação Chico da Boleia. 

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