Prática de preços abusivos de combustíveis leva a multa de 45 empresas

Após análise e recursos, 13 supermercados e 32 postos serão punidos por irregularidades cometidas durante greve dos caminhoneiros

Durante a greve dos caminhoneiros, no fim de maio, era comum encontrar preços altos sob a alegação de menor oferta de produtos. A prática motivou uma maior fiscalização dos órgãos de defesa do consumidor. No período, o Procon Carioca multou 13 supermercados por preços abusivos e 32 postos de combustíveis por preços altos e/ou pelo não repasse na redução do diesel, determinado pelo Governo Federal. Mas só agora, após análises de recursos, estabelecimentos precisam acatar penalidades que vão de R$ 5 mil a R$ 39 mil.

Nos supermercados, o valor dos hortifrutigranjeiros dispararam. O quilo do tomate chegou a custar R$ 9,20 e a batata inglesa atingiu R$ 7,99. Nos postos de combustíveis, a gasolina comum chegou a R$ 5,26, enquanto a aditivada atingiu R$ 5,39.A gasolina premium era comercializada por R$ 5,95. Já o diesel e o etanol custavam R$ 3,99.

Os fiscais analisaram os relatórios dos postos com os preços aplicados ao consumidor final e as notas do que pagaram aos seus fornecedores, que mostraram diferenças desproporcionais.

De acordo com a presidente do Procon Carioca, Márcia Mattos, as multas foram aplicadas aos estabelecimentos que aumentaram os preços de forma injustificada.

— No caso dos postos, foram multados aqueles que ainda tinham estoque no preço antigo que pagaram aos fornecedores, mas se aproveitaram da greve para elevar os preços aos consumidores finais de forma abusiva. Outras multas foram aplicadas pelo descumprimento da redução do óleo diesel ao consumidor final, como havia determinado o Governo Federal — explicou Márcia.

Fonte: O globo

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