Nova Sprinter chega ao Brasil querendo ser líder

Com uma história consolidada no Brasil, país aonde chegou há 19 anos, a Mercedes-Benz Sprinter passa por mudanças para continuar a brigar em um segmento bem concorrido, e com rivais de peso, como Iveco Daily e Renault Master.

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Maior sucesso da divisão de vans da Mercedes — com mais de 3 milhões de unidades vendidas no mundo, sendo 120 mil no Brasil —, a Sprinter chegou ao país em 1994, sob o nome de MB 180. Em 1997, a marca lançou a primeira plataforma a ostentar o nome Sprinter, modelo que foi reestilizado em 2004. A segunda geração da van chegou ao país em 2012, evoluindo nos quesitos design, tecnologia e segurança, com a adoção do novo motor OM 651, com tecnologia BlueEFFICIENCY, que garante mais potência com menores emissões de poluentes — que atende à Proconve P7—, câmbio manual de 6 marchas, airbags e ESP adaptativo.

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De acordo com a fabricante, todos esses avanços porporcionaram à Sprinter um crescimento nas vendas de 12 pontos percentuais entre 2011 e 2016. E para continuar a crescer em um mercado em crise e desafiador como o brasileiro, a segunda geração da Sprinter foi reestilizada, e traz a promessa de surpreender principalmente no quesito segurança.

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Três modelos compõem a gama Sprinter (de vans, furgões e chassi-cabine): 313 CDI Street (antigo 311) com nova nomenclatura e PBT de 3,50 t, 415 CDI, com PBT de 3,88 t e 515 CDI, único com rodado duplo, com PBT de 5 t; ao todo, 60 versões de configuração são disponibilizadas na linha, com variação de modelo, entre-eixos, altura interna e opcionais.

Há também três opções de entre-eixos: curto (3 250 mm), longo (3 665 mm) e extralongo (4 325 mm). Na versão furgão, a Mercedes-Benz oferece opções volumétricas de carga que variam de 7,5 m³ a 15,5 m³ e, segundo a fabricante, o modelo conta com a maior portal lateral da categoria, com 182 cm de altura e 130 cm de largura, que, junto com a porta traseira, com abertura de 270 graus e piso naval, facilita as operações de carga e descarga.

DESIGN
A Mercedes-Benz, no maior estilo “em time que está ganhando não se mexe”, apresentou mudanças tímidas no design da Sprinter. Em evidência está o conjunto óptico dianteiro, com estética atualizada. Além disso, a atualização traz o DRL (luzes de circulação diurna, em português), que atendem à legislação que obriga os veículos a trafegar com faróis baixos ligados durante o dia, além de ser um equipamento inédito entre as concorrentes da categoria.

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Os faróis de neblina, agora acoplados ao para-choque, também apresentam novidades, e com assistente direcional, receberam novas funções. Durante uma curva, independentemente do lado, unilateralmente, os faróis são acionados de forma automática, iluminando o trajeto, e se tornando uma ferramenta a mais para a segurança da operação, e a do pedestre, que terá uma luz a mais para identificar a aproximação do veículo. Além do conjunto óptico, as linhas do capô foram modificadas, juntamente com grade frontal e para-choque. Na parte traseira, as mudanças ficaram restritas às novas luzes que o farol traseiro recebeu, além da nova tipologia do logo que ostenta o nome Sprinter.

SEGURANÇA
Após o lançamento do Vito, modelo de tamanho intermediário do mercado, que se tornou o comercial mais seguro do país, a Mercedes-Benz viu a necessidade de aplicar o leque de equipamentos de segurança em sua irmã maior, a Sprinter.

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Em 2013, a Sprinter recebeu uma nova versão do ESP (Programa Eletrônico de Estabilidade) adaptativo, o 9i, que reúne ABS (sistema antibloqueio dos freios), ASR (sistema de controle de tração), BAS (sistema de assistência de frenagem) e EBV (distribuição eletrônica de frenagem), mas ainda não dispunha de um equipamento que já estava nos veículos do exterior – e mais recentemente no Vito, o Crosswind Assist (assistente de vento lateral), como é denominado o sistema que ameniza a ação dos ventos laterais nos veículos, capazes de conduzi-los para fora da faixa de rolamento e causar acidentes.

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A atuação do sistema acontece de forma automática, porém somente a partir da velocidade de 80 km/h. Por meio de sensores do ESP adaptativo 9i, o sistema detecta a ação dos ventos laterais e, unilateralmente, age nos freios do lado oposto dos ventos, fazendo com que a trajetória do veículo não seja alterada, ou interfira menos. A ação do Crosswind Assist não depende do motorista e contribui para a manutenção da seguranças nas estradas.

EQUIPAMENTOS
A cada atualização da Sprinter, a Mercedes-Benz vem tornando o veículo mais competitivo e equipado. A Sprinter recebe ar-condicionado, de série ou opcional, dependendo da versão. Freios a disco em todas rodas, sendo os frontais autoventilados. Airbag para o motorista é item de série, e para os passageiros da primeira fila opcionais ou de série, conforme a versão. Além disso, a Sprinter possui rádio com CD/MP3 com Bluetooth, SD card e entrada auxiliar. Vidros, travas e retrovisores são elétricos, e o fechamento central das portas é feito por controle remoto.

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Os bancos estão mais largos, altos e receberam um novo composto (espuma) que os deixaram mais confortáveis, nas palavras da marca. As extremidades laterais do encosto de cabeça também ganharam apoio e, apesar de ser projetado para ampliar o conforto a bordo, passageiros de maior estatura reclamaram que se sentiram desconfortáveis com o formato. O conforto pode ser sentido no reclínio dos bancos das vans para 15, 17 e 20 assentos, que antes só estava disponível na versão Premium, a 9+1. A motorização da Sprinter permanece a mesma: OM 651 LA, com potências que variam entre 129 cv e 146 cv, e torque entre 31,1 kmgf e 33,6 mkgf.

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Desfilando novo design e equipamentos, a Sprinter 2016 continua a buscar o seu lugar ao sol no mercado brasileiro, com uma fórmula já conhecida: confiabilidade e tecnologia, tudo por um acréscimo de 5% no preço.

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