Minas Gerais traça programa de renovação de frota

Governador entrega proposta que será votada pela Assembleia Legislativa

O Estado de Minas Gerais deu o primeiro passo para implementar seu próprio programa de renovação de frota de caminhões, a exemplo do que já faz São Paulo, em um projeto piloto em Santos  e Rio de Janeiro. Na segunda-feira, 21, o governador Antonio Anastasia encaminhou à Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que institui um programa de incentivo à renovação de frota do estado.

Se aprovado, os caminhões novos ou seminovos adquiridos por meio do programa ficarão isentos do pagamento do IPVA pelo prazo de dez anos. Também será isento da taxa de licenciamento no primeiro ano e da taxa de baixa no caminhão antigo. Os caminhões antigos poderão ser entregues em postos do Detran e serão aproveitados como sucata por siderúrgicas, como vergalhões para a construção civil. A expectativa é de que a assembleia aprove ainda este ano, para dar início em janeiro de 2014.

“Estamos ansiosos para colocar já em prática este benefício, que será muito bom para todos, especialmente para os caminhoneiros”, afirmou o governador após a assinatura do texto enviado à Assembleia.

Segundo dados do governo, dos quase 370 mil caminhões que circulam em Minas Gerais, 25% têm mais de 30 anos de uso. Pelo programa, poderão participar todo proprietário de caminhão com mais de 30 anos e emplacado até 21 de outubro deste ano. Para o presidente das Empresas de Transporte de Cargas de Minas Gerais, Vander Costa, cerca de 94 mil veículos antigos serão retirados das ruas: “A meta é de que 20 mil caminhões antigos sejam entregues no primeiro ano”.

Participam do programa, além do governo de Minas Gerais, a Anfavea, que representa as fabricantes de caminhões, siderúrgicas, entidades de classe e bancos. Ainda não há detalhes sobre os planos de financiamentos para os caminhões novos e seminovos a serem adquiridos.

Na semana passada, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, afirmou à agência de notícia Reuters que caminhões com mais de 30 anos de uso correspondem a aproximadamente 30% da frota nacional e explicou que a entidade tem discutido com o governo federal a implantação de um programa nacional de renovação de frota para caminhões, mas que o plano esbarra na exigência de apresentação de propostas unificadas pelos estados.

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