Mercado de implementos mostra segmento de carrocerias em ritmo lento de recuperação.

Carroceria sobre Chassis totalizam em 10 meses o emplacamento de 37.007 unidades; Modelos do segmento Pesado acumulam 35.981 unidades entregues ao mercado

O baixo ritmo de recuperação da economia brasileira nas cidades se reflete diretamente no desempenho de um dos segmentos do setor produtor de implementos rodoviários. Os modelos da linha Leve (Carroceria sobre Chassis) registraram de janeiro a outubro de 2018 o emplacamento de 37.007 produtos, um volume 33,58% acima do mesmo período de 2017.

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Esse ritmo é inferior ao registrado na recuperação do segmento de Reboques e Semirreboques. O setor está com variação positiva sobre 2017 de 80,14%, totalizando 35.981 unidades. Por conta disso em volumes totais os dois segmentos se aproximam quando historicamente – e fora dos períodos de crise – o total de implementos rodoviários da linha Leve se aproxima mais de um resultado que representa o dobro da linha Pesada. “A crise reduziu nosso mercado interno em dois terços e desorganizou nossas vendas”, explica Norberto Fabris, presidente da ANFIR-Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

Segundo Fabris, isso explica porque a recuperação do setor de implementos rodoviários não é uniforme. “A indústria está sintonizada aos segmentos que estão reagindo como agronegócios”, diz e completa: “os resultados de recuperação no mercado urbano ainda estão mais lentos”.

No mercado externo os esforços da ANFIR junto com a Apex-Brasil para dar suporte à expansão comercial do setor na América Latina dão bons frutos. De janeiro a setembro foram vendidos ao exterior 2.715 Reboques e Semirreboques, um volume 1,31% acima do mesmo período de 2017. “O programa de exportação é uma ferramenta importante no processo contínuo de internacionalização da nossa indústria”, conclui Fabris.

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