Memória viva do setor do transporte, Geraldo Vianna conta sua trajetória em live com Chico da Boleia

Referência para todos do segmento, Vianna lutou para garantir direitos e benefícios dos empresários e caminhoneiros. (Foto: divulgação)

Memória viva do setor do transporte, Geraldo Vianna conta sua trajetória em live com Chico da Boleia

Presidente da FuMTran revelou bastidores e momentos importantes do segmento em todo país

Na tarde desta sexta-feira (04), o Chico da Boleia entrevistou o presidente da FuMTran (Fundação Memória do Transporte), Geraldo Vianna que, em agosto deste ano, completou 50 anos de atuação no setor.

Referência para todos do segmento, Vianna lutou para garantir direitos e benefícios dos empresários e caminhoneiros, principalmente através do seu trabalho nas entidades como NTC e CNT.

Formado em direito, Vianna contou que nunca pensou em trabalhar no setor de transporte. A oportunidade surgiu quando recebeu um convite para atuar na área jurídica de uma empresa que transportava produtos farmacêuticos, na década de 1970. A partir de então, seu envolvimento com o TRC tornou-se permanente.

Com o passar dos anos, Vianna, acabou se afastando da empresa para se dedicar totalmente as entidades do setor de transporte, buscando soluções para os problemas e atualizações na legislação para garantir direitos e benefícios a todos envolvidos no segmento.

Questionado sobre o mapeamento do TRC na época, Geraldo conta que as entidades não possuíam meios para saber a real situação do setor. “A informalidade era muito grande, as comunicações eram precárias, as dificuldades eram muitas, o que impedia a realização de um mapeamento completo do setor, identificado empresas e trabalhadores de todo o país”.

– Somente em 2007, com a Lei 11.442 – com a criação do Registro Nacional dos Transportes Rodoviários de Carga (RNTRC) – é que foi possível obter todos os dados e processá-los. No entanto, o documento ainda é incompleto, mas é um pouco mais próximo da realidade. Nós tínhamos uma ideia do tamanho do setor, mas não havia dados oficiais e, nem mesmo o governo o reconhecia da maneira devida. Apenas em momentos de crise, é que passam a valorizar a importância de todos os envolvidos no segmento – destaca o presidente da FuMTran.

Geraldo ajudou ainda a redigir o projeto de lei que deu início a criação do Sest Senat. Identificando a falta de serviço social e de aprendizagem, as entidades do setor pressionaram para a concepção, dentro do sistema S, de um “braço” voltado as empresas e trabalhadores do transporte.

– No entanto, era necessária a criação de um projeto de lei, que os beneficiasse. Com a aprovação da lei na década de 1990, surgiu o Sest Senat, que ajudou a mudar a cara do setor, proporcionando acesso a saúde, educação e entretenimento para os associados e as comunidades próximas as unidades – revela Vianna.

Um dos personagens centrais na construção da história do setor de transporte rodoviário de cargas, Geraldo destaca que muito foi conquistado, mas ainda há trabalho por fazer. E hoje, como presidente da FuMTran, busca manter viva a memória do TRC, incentivando as gerações futuras a construir uma nova fase para o segmento.

– Atualmente, criamos uma equipe forte e boa, com muito sacrifício, para desenvolvermos um museu virtual, que conta ainda com especialistas nesse projeto, que visa ressaltar a história e o desenvolvimento dos diversos modais que existem no país – conclui Vianna.

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