Lucro da Petrobras recua 17% no 1º trimestre, para R$ 7,7 bilhões

A Petrobras teve um lucro líquido de R$ 7,693 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma retração de 17% em relação ao mesmo período de 2012. A queda já era esperada por analistas, uma vez que o volume de produção de petróleo da estatal encolheu no início do ano. Além disso, a Petrobras continua a sofrer com o descasamento entre os preços dos combustíveis vendidos no mercado doméstico e aqueles importados pela companhia para atender a demanda interna.

Nos últimos dez meses, a Petrobras reajustou a gasolina em 14,9% e o diesel em 21,9%, conforme destacado pela presidente da estatal, Maria das Graças Foster, em apresentações sobre o Plano de Negócios 2013-2017.

Os aumentos, embora ainda insuficientes para eliminar o prejuízo da estatal nas operações de importação e revenda de combustíveis, contribuíram para a alta de 10% da receita líquida na comparação com o começo de 2012. As vendas da companhia totalizaram R$ 72,535 bilhões entre janeiro e março.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado trimestral totalizou R$ 16,231 bilhões, com retração de 1,76% na mesma base comparativa. O resultado líquido financeiro foi positivo em R$ 1,390 bilhão no primeiro trimestre, ante R$ 465 milhões positivos no primeiro trimestre de 2012.

Menor produção desde setembro

A produção de petróleo da Petrobras no Brasil caiu 3,8% em março ante fevereiro, para 1,846 milhão de barris por dia em média, em função de paradas para manutenção das plataformas. O volume é o menor desde setembro do ano passado, quando a estatal produziu 1,843 milhão de barris.

“A queda do volume produzido decorreu, principalmente, de paradas programadas em plataformas da Bacia de Campos: P-9, PCE-1 e FPSO-Espírito Santo (Parque das Conchas, operado pela Shell) e da continuação da parada programada da P-54, iniciada no dia 27 de fevereiro, mas com maior impacto em março”, disse a estatal em comunicado.

A baixa na produção ainda foi parcialmente reduzida pela continuidade do crescimento da produção do FPSO Cidade de Itajaí, em Baúna, e do FPSO Cidade de Anchieta, em Baleia Azul, acrescentou a Petrobras.

A empresa tem lidado ainda com o declínio natural da produção em campos da bacia de Campos, principal área produtora do país.

A companhia relatou ainda que a produção de gás natural –sem liquefeito– dos campos no Brasil alcançou 63,6 milhões de metros cúbicos, indicando um aumento de 1,2% na comparação com fevereiro.

Graça mostra confiança

Em carta dirigida a acionistas e investidores, acompanhando os dados do balanço do primeiro trimestre, a presidente da Petrobras, Graça Foster, chamou a atenção para o crescimento de 72% do lucro da petroleira ante o trimestre anterior antes de destacar a queda de 4% na produção nacional ante o quarto trimestre do ano passado.

“Enfatizo aqui nossa confiança nas perspectivas de crescimento da produção de óleo e gás da Petrobrás”, declarou a executiva, lembrando que a própria Petrobras havia antecipado o provável cenário de queda da produção e, mais uma vez, afirmou que “a produção de óleo e gás natural no Brasil em 2013 deve ficar estável em relação a 2012”.

Graça destacou o início da operação de duas unidades nesse trimestre, os FPSO Cidade de São Paulo e Cidade de Itajaí, como importantes para a “elevação sustentada” da produção a partir do segundo semestre. Também colocou nessa conta o fato de o FPSO Cidade de Paraty já estar em sua locação no campo de Lula NE desde o último dia 18 de abril, em processo de ancoragem, com início de operação previsto para 28 de maio. “Outras quatro unidades entrarão em operação ao longo do ano (P-63, P-55, P-58 e P-61)”, disse.

*Com Reuters e Agência Estado

Agência Petrobras As vendas da companhia totalizaram R$ 72,535 bilhões entre janeiro e março

Fonte: Economia Ig

 

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