Governo Federal prepara linha de crédito para Autônomos

Meta é melhorar estrutura do setor de transporte rodoviário

Na última semana – durante o Colóquio Infraestrutura para o Desenvolvimento, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão de assessoramento da Presidência da República -, Bernardo Figueiredo, presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística) reconheceu que as linhas de crédito criadas para atender os motoristas autônomos visando a renovação da frota de caminhões não funcionaram como o previsto.

“A gente percebe que só as grandes empresas se interessaram. O trabalhador autônomo ficou de fora, pois ele trabalha na informalidade. (O autônomo) não é personalidade econômica que possa acessar uma linha de crédito”, destacou.

No entanto, segundo ele, o “Programa de Investimentos para Rodovias e Ferrovias” corrigirá a situação, ao ofertar um crédito apropriado ao perfil dos motoristas autônomos. “O governo está criando uma linha de financiamento em condições absolutamente adequadas, com prazo grande de carência e amortização e taxas de juros muito baratas”, disse.

Na ocasião, Figueiredo lembrou que 70% do transporte de carga rodoviária no País são feitos por autônomos ou por empresas com até quatro veículos. Segundo ele, o baixo nível de profissionalização e a remuneração deficiente não permitem que se melhore a frota de caminhões. “A idade média da frota de caminhões é 18 anos. Nossas mercadorias são transportadas por veículos de 25, 30 anos. Esse é um quadro preocupante”, disse.

Lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 15 de agosto deste ano, o Programa de Investimentos em Logística para Rodovias e Ferrovias prevê aporte de R$ 133 bilhões em 25 anos. No total, serão concedidos 7,5 mil km de rodovias e 10 mil km de ferrovias. Os investimentos, nos próximos 25 anos, somarão R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões nos primeiros cinco anos. Nas rodovias serão aplicados R$ 42 bilhões e nas ferrovias R$ 91 bilhões.

O Carreteiro

 

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