Chico da Boleia entrevista Pedro Lopes presidente da FETRANCESC no Clube Lira

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Chico da Boleia: Bem, amigo caminhoneiro estamos aqui no Lira, clube importante da cidade de Florianópolis. Agora,  são exatamente 23h10 e vamos falar com o presidente da FETRANSESC que comemora os 25 anos – num jantar festivo. Você falou durante o seu pronunciamento sobre o quê um ex-presidente que falou da federação ir além… não só ficar no transporte de cargas. De fato isso é o que tem que de ser feito, porque quando a gente fala em mobilidade nós não podemos pensar só na carga enquanto patrimônio, nós temos em nosso caminho o transporte de passageiro que interfere também na mobilidade. Esse passo já foi dado, ou vai ser dado  daqui  adiante  pensar a federação como um todo?

Pedro Lopes:  Não, já está planejado, já conversamos. O CETRANCESC criado, que é o Centro de Apoio as Empresas de Transporte – o transporte como um todo – ele já está criado, o fretamento, as associações as cooperativas, elas já estão conosco dentro da federação, esse núcleo já foi criado. O que nós vamos trazer são as associações que estão por fora, que são as que estão desassistidas. A lei 12.619, mas especialmente o cartão frete, se ele não tiver um apoio ele deixa 25% fora do mercado e esse esta perdido, desnorteado esta desassistido. Mas se ele é transportador, porque eu sendo federação de transporte rodoviário de carga eu não posso abrigar pra que ele retome o seu caminho de uma maneira organizada? Se as cooperativas dão certo, se associações que tem dado muito certo, as associações de proteção de patrimônio que são as associações de seguro, seguro no sentido de proteger. Elas já estão muito avançadas. Nós temos que prestar atenção nisso. Não é só ficar sentado na minha cadeira como presidente da federação de transporte rodoviário de carga e pensar que aquele que é associado é sindicalizado. Eu tenho que ver o setor como um todo porque ele esta na estrada levando economia e é isso que nós já estamos fazendo aqui em Santa Catarina. Agora, o fretamento, por exemplo, nós temos 1200 empresas. Eles não têm sindicato, eles não têm associação. Eles tem uma entidade deles um núcleo que vem pra dentro com um guarda chuva da FETRANCESC pra poder nos fortalecer perante o governo, porque eles vem pra nos fortalecer pensando que eles estão sendo fortalecidos, na verdade ele já são fortalecidos eles precisão de um abrigo e é esse abrigo que a FETRANCESC está dando.

 Chico da Boleia: Aproveitando outro gancho da tua fala. Você falou sobre o tempo que você foi jornalista. A homenagem que foi feita a associação dos jornalistas. Qual a sua avaliação hoje no Brasil, onde 70% ou mais de 70% da mídia de comunicação está na mão de apenas 5 famílias, você não acha que isso compromete a lisura das informações  que esse pessoal coloca no dia a dia na nossa casa?

 Pedro Lopes: Você só enfrenta quando conhece, se você não conhece você não tem porque enfrentar. O que eu vejo hoje, e eu digo isso porque eu vim do Rio Grande, de um jornal pequeno com rádio pequeno, que foi quando eu comecei minha vida. Isso há muitos anos atrás. Eu comecei com 18 anos a me envolver com esse negócio. E aquele jornal lá atrás que foi absorvido por aqueles que passaram a ser grandes eles continuaram a se fortalecer e se modernizaram. Enquanto eles foram muito provincianos sem se movimentar, sem se estruturar, buscar tecnologia moderna o que os outros tem eles ficaram pequenos ou desapareceram. Mas eu vejo que através das associações de imprensa, através do princípio de planejamento eles se modificaram e vieram se fortalecendo e são muitos. Então esse pequenos, eu coloco não tanto na mídia escrita como no rádio, mas especialmente, na televisão, eles estão ocupando um espaço. Eles tiveram afrontados até um determinado momento, eles estiveram assustados e acuados, mas agora eles estão reagindo de maneira, não digo lenta, mas muito segura. Eu acho que o tempo vai mostrar que eles vão ocupar o espaço que muitos pensam que seja dos grandes. Os grandes estão preocupados com as grandes contas, os grandes estão preocupados com seu umbigo, eles não estão preocupados com isso. E quando eles sentirem que é isso que eu estou vendo com as associações e o 3° setor que está organizado por fora. Quando a gente perceber, eles já estarão muito maiores do nosso lado do que nós imaginávamos, é a mesma coisa que eu entendo com relação a imprensa.

 Chico da Boleia: E com relação a empresa segmentada, hoje na área do transporte qual a leitura que você faz?

 Pedro Lopes: Eu acho que nós precisamos fortalecer aquilo que trás pra nós proveito, dar força pra aqueles que desenvolvem. Eu vejo tantos se desenvolverem, eu viajo pelo Brasil todo, eu viajo para fora também e vejo aqueles que estão preocupados em fazer com que seu trabalho seja valorizado, seja seguido e seja visto. Eles se fortalecem dentro de um segmento, por exemplo, aqui em Santa Catarina tem um grupo da região do oeste que formou um jornal lá sem muita pretensão. Hoje, ele tem uma aceitação, ele esta em 40mil mesas, ele se estruturou, ele viu o futuro e se organizou e passou a merecer a atenção do investimento, que não seria uma grande fatia pro grande, mas que também aquele que investe no grande passou a acompanhar seu trabalho e a valorizar.

 Chico da Boleia: O que continua de solenidade dos 25 anos da FETRANSCESC, quais atividades tem mais a comemorar?

 Pedro Lopes: Comemoração, nós tivemos hoje, com 25 anos, acho que isso é um marco, foi na assembleia, foi nessa noite com no Lira. Mas agora temos um compromisso com o Logística,  em Chapecó, que é uma feira que está lá pela terceira vez. Lá, vamos debater a lei 12.619, a presença do Paulo Kramer que vai nos dar um panorama político do que foram as eleições do que é o segundo turno, o que ele pode criar de panorama para as eleições de 2014. Aqui numa região muito próspera que é Chapecó que é o leste do estado. A federação completa seu ano com planejamento que é o que ela vai exercer em 2013. Nós vamos tirar um pouco o pé do acelerador  com os compromisso que nós  temos, no enceramento da CNT, lá, em São Paulo, na ANTC com a ABTC e nossa mesmo até o final do ano pra planejar e assim em 2013 nós vamos um start com mais força.

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