Caminhoneiros bloqueiam rodovias federais pelo segundo dia consecutivo

Até a manhã desta quinta-feira (09), ao menos 10 estados registraram bloqueios em suas vias. (Foto: reprodução/PRF)

Caminhoneiros bloqueiam rodovias federais pelo segundo dia consecutivo

Manifestantes pró-Bolsonaro pedem o impeachment dos ministros do STF e voto impresso

Redação Chico da Boleia

Após a convocação para a mobilização nacional de 7 de setembro, iniciada pelo presidente Jair Bolsonaro, caminhoneiros (as) autônomos continuaram com as manifestações do Dia da Independência do Brasil por todo país e iniciaram o bloqueio de rodovias federais.

Desde o fim dos atos do último dia 7, integrantes da categoria do setor de transporte rodoviário de cargas passaram a realizar protestos pelos estados impedindo a passagem de outros caminhoneiros pelos trechos.

Até a manhã desta quinta-feira (09), ao menos 10 estados registraram bloqueios em suas vias, dentre eles estão: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Na maioria dos locais, os manifestantes permitem apenas a passagem de veículos pequenos, de emergência e cargas vivas ou perecíveis.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, até o fim da manhã de hoje (09), foi registrada a liberação de 33 pontos de bloqueio nas rodovias federais de todo o país, fruto do trabalho realizado durante toda a madrugada, com o emprego de aproximadamente dois mil policiais.

– A PRF encontra-se em todos os locais identificados e permanece trabalhando pela garantia do livre fluxo nas rodovias federais, viabilizando o escoamento da produção assim como o direito de ir e vir dos motoristas e usuários – destaca o órgão em nota.

Ainda de acordo com a PRF, “não há coordenação de qualquer entidade setorial do transporte rodoviário de cargas e a composição das mobilizações é heterogênea, não se limitando a demandas ligadas à categoria”.

Vale ressaltar que durante a madrugada, a PRF atuou constantemente para desfazer os bloqueios nas rodovias e, até às 9h da manhã desta quinta-feira, registrava 117 pontos de intervenção em todo país.

Em áudio, o presidente Jair Bolsonaro – o mesmo que convocou as mobilizações – pediu a liberação das rodovias: “ Fala para os caminhoneiros, que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham a economia. Isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Dá um toque aí, se for possível, para a gente seguir a normalidade. Deixa a gente conversar, negociar com outras autoridades, mas vamos buscar fazer nossa parte aqui”.

O ministro da Infraestrutura (MInfra), Tarcísio de Freitas, confirmou em vídeo a veracidade do áudio e reafirmou como as paralisações podem trazer problemas para a população, principalmente com o desabastecimento e, consequentemente, o aumento dos preços dos produtos para o consumidor, e também o aumento da inflação.

Ainda nesta quarta-feira (08), entidades ligadas ao setor, como a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), emitiram notas de repúdio as paralisações, ressaltando que tais manifestações não representam as demandas da categoria.

Vale lembrar que a Redação do Chico da Boleia recebeu relatos e vídeos de caminhoneiros sendo obrigados a parar e a aderir aos protestos. Inclusive, alguns motoristas foram ameaçados de morte, caso insistissem sem seguir viagem.

Hoje (09), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), se posicionou sobre o assunto ressaltando que não apoia nenhuma manifestação:

A CNT (Confederação Nacional do Transporte), entidade máxima de representação do setor de transporte no Brasil, vem acompanhando com preocupação os registros de paralisações com bloqueios do tráfego em diversas rodovias do país. 

A entidade informa que não apoia nenhum tipo de paralisação e reafirma o compromisso do setor transportador com a sociedade e com o inegociável direito de ir e vir. A CNT também esclarece que desconhece o teor da pauta desses profissionais.

Confira a nota completa clicando aqui.

Em breve mais informações.

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