Caminhoneiros autônomos encerram greve no Porto de Santos

Trabalhadores reivindicavam a revisão do piso mínimo do frete, da política de preços da Petrobras e a volta da aposentadoria especial da categoria. (Foto: reprodução/Santos Port Authority)

Caminhoneiros autônomos encerram greve no Porto de Santos

Decisão ocorreu após assembleia com representantes das classes transportadoras

Redação Chico da Boleia

A paralisação realizada no Porto de Santos (SP) por caminhoneiros autônomos que atuam no local chegou ao fim nesta segunda-feira (08). A greve que iria completar uma semana foi encerrada após assembleia realizada na sede do Sindicato dos Operadores e Trabalhadores Portuários (Sintraport), de Santos, com a participação de representantes de mais de 60 transportadoras.

Os trabalhadores reivindicavam a revisão do piso mínimo do frete, da política de preços da Petrobras (responsável pelos aumentos constantes do valor do diesel) e a volta da aposentadoria especial da categoria, a partir de 25 anos de prestação de serviços.

Os caminhoneiros estavam parados desde o dia 1º de novembro, data escolhida para o início da greve nacional, convocada por diferentes lideranças do segmento, dentre elas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Associação Brasileia de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

Apesar da baixa adesão a greve, os caminhoneiros autônomos que atuam no Porto de Santos se mantiveram unidos e paralisaram as atividades, até que, com a realização da assembleia, foi firmado um acordo comercial, garantindo o piso mínimo de frete com mais 10% de aumento.

Com relação a demanda sobre a aposentadoria e o PPI, os temas foram encaminhados as pastas responsáveis.

Em nota, a Santos Port Authority (SPA) informou que o tráfego fluiu normalmente na área portuária durante o período de greve, sem retenção ao tráfego ou concentração de caminhões parados, e que a região contou com a ação das polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal, além da Guarda Portuária, para garantir a fluidez das cargas.

*Com informações do G1

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