Árabes farão veículos em Sergipe

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O mercado automotivo brasileiro, quarto maior do mundo, é alvo do capital árabe. A Amsia Motors, grupo de da Arábia Saudita, anuncia hoje o plano de construir uma montadora de carros em Sergipe, com investimentos estimados em mais de R$ 1 bilhão.

 O presidente da empresa, Mustafá Ahmed, e o príncipe saudita Faisal Al Saud, investidor e responsável pela distribuição dos produtos do grupo, visitaram ontem o terreno reservado para o empreendimento em Barra dos Coqueiros, na Região Metropolitana de Aracaju. A Amsia, pouco conhecida no Brasil, produz utilitários esportivos,caminhões e ônibus na China. No Brasil, deve criar 4 mil empregos e montar carros populares.

Objetivo inicial é atender demanda da classe média

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O presidente da Amsia Motors, Mustafá Ahmed, disse ontem ao Valor que o grupo vai estudar as demandas do mercado brasileiro para definir o portfólio de veículos que serão produzidos pela empresa no Brasil. Carros de passeio pequenos, para atender à ascensão da classe média, e veículos comerciais, cujo consumo cresce junto com a economia, são citados por ele como linhas prioritárias. Esses modelos, se o projeto se concretizar, deverão sair daquele que será o maior empreendimento industrial do Estado de Sergipe.

“Inicialmente, vamos observar qual é a nova ordem econômica e entender qual tipo de veículo a classe média procura exatamente. Nossa linha de produtos será de acordo com as necessidades e com o crescimento econômico do país”, disse Ahmed, durante visita a um porto privativo da Vale em Barra dos Coqueiros, apresentado pelo governo como uma opção para escoar a futura produção da Amsia.

Questionado sobre o cronograma das obras, o executivo foi mais cauteloso do que as fontes do governo sergipano, que chegaram a falar de um prazo de 14 meses para a fábrica ser construída. Segundo Ahmed, a Amsia prevê três anos para a conclusão da primeira fase do projeto. “Nossa intenção é ser uma marca vinculada ao Brasil. Para que o mundo também reconheça o Brasil como um grande produtor de veículos”.

Fechado, o grupo não revela dados globais de faturamento. Apenas os números da joint venture DFM para fabricação de caminhões e ônibus na China. Suas vendas passam de 1,7 milhão de unidades, com receita de 180 bilhões de yuans (US$ 29,3 bilhões).

Após a assinatura do protocolo de intenções, hoje, serão mais seis meses para definição do projeto final, com detalhamento do cronograma e das linhas de produção. O terreno oferecido à Amsia tem 1,6 milhão m2, ao lado de um parque eólico na região destinada a empresas exportadoras.

Fonte: Valor Econômico S.A.

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