88ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

Sempre cito o mês de agosto como mês do “cachorro louco”, e é um tanto quanto curioso o motivo. Ao revisitar minhas memórias lembro-me que aprendi o termo na infância – e já tem um bom tempo isso – e o fato intrigante é que, quando pesquiso sobre o tema, surgem as mais diversas e doidas justificativas possíveis. Apesar de ser algo sem muita explicação científica, essa ideia popular propaga-se ano após ano; mas, afinal, de onde vem essa história?

Muitos sites explicam que essa lenda começou porque o mês de agosto é aquele em que as cadelas mais entram no cio – o período de excitabilidade sexual próprio de tal estado, durante o qual os animais buscam o acasalamento e a fêmea aceita o macho – o que deixa os machos eufóricos, ou “loucos”, como você preferir. Por conta disso, principalmente entre os cães de rua, há um intenso coral de uivos e rituais, dentre eles, brigas pela dominação de território e da fêmea. Nessas pelejas, o vírus da raiva acaba se propagando com maior facilidade. A raiva pode contaminar todos os tipos de mamíferos, inclusive os humanos, e são raríssimos os casos de cura – por isso a importância de vacinar seus os animais regularmente. O vírus se instala nos nervos periféricos e depois no sistema nervoso central, antes de se alastrar para as glândulas salivares, que são as responsáveis pela transmissão entre indivíduos.

A conclusão mais lógica do mês do cachorro louco é que cadelas no cio arrastam grandes matilhas e as brigas favorecem à contaminação da espécie pelo vírus da raiva. Mas é engraçado como as coisas ficam em nossa memória, e aproveito o ensejo para convidar os amigos a contaram alguma lembrança que tenham da infância – entrem em contato com a nossa redação através de nossos canais e relatem suas histórias, quem sabe ela não pode ser publicada por nós? Em contrapartida, setembro é início da Primavera! Ah, a Primavera…

Também na minha infância setembro era muito celebrado, pois tinha o famoso baile da primavera na escola e elegíamos a rainha da estação. Havia um concurso, e o curioso disso era que “vencia a menina que arrecadava mais dinheiro para a associação de pais e mestres através da venda de votos” – a lembrança era a venda de votos! Rsrsrs que coisa.

Pois bem, depois das boas memórias é que, companheiros e companheiras do trecho, amigos de velha data do tapetão negro de asfalto, parceiros de rodagem, vamos ao que interessa, a 88ª edição do jornal Chico da Boleia!

É de conhecimento geral que quando há um roubo de carga, durante o transporte rodoviário, quem fica na ponta da arma é o caminhoneiro. Ele é quem sofre com a insegurança e o aumento da criminalidade, é ele quem pode acabar sendo sequestrado enquanto somem com a carga, quem apanha, quem é largado no meio do mato. Por isso, abraçamos a bandeira da luta contra a receptação do roubo de carga!

A câmara federal poderia ter dado uma contribuição enorme à lei nº 13.804/2019 incluindo a cassação do CNPJ do estabelecimento receptador de cargas oriundas de roubo ou furto. Assim sendo, criamos a Lei Roberto Mira, que visa, municipalmente, agir sobre tais estabelecimentos. Ao passo em que o projeto tomou corpo, no dia 23 de agosto tivemos a honra em realizar o I Encontro com Chico da Boleia: Novas Formas de Combate ao Roubo de Carga, aonde contamos com a presença de ilustres personalidades do setor, dentre elas: Roberto Mira, Francisco Pelúcio e o juiz federal do trabalho, o Dr. Marlos A. Melek. O tema é a reportagem principal desta edição.

Em um bate papo descontraído, Roberto Leoncini, vice-presidente da Mercedes Benz do Brasil, fala um pouco de tudo. Na coluna Chico legal o assunto é extremamente pertinente: afastamento do trabalho por acidente no exercício da profissão, ao retornar, a empresa pode demitir?

Já a matéria do Saúde no Trecho está de encantar. Nossa jornalista, Adriana Giachini, enriquece-nos de informações úteis e de suma importância no nosso dia a dia perante as campanhas nacionais de saúde preventiva.

E vamos falar também sobre FENATRAN, que este ano bate recorde de número de expositores, ultrapassando as 440 marcas. Companheiros, continuem acompanhando nosso trabalho, pois levar informação a vocês é o que nos move.

Um forte abraço e uma boa leitura.

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