82ª / 83ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

O vai e vem das leis do setor

Amigos e amigas da estrada, o fim do ano de se aproxima e desde maio a gente vem debatendo a exaustão os temas que foram suscitados pela greve dos caminhoneiros. Com uma paralisação que durou praticamente dez dias, os companheiros da estrada conseguiram chamar a atenção de boa parte da sociedade para os problemas do setor e também para as dificuldades enfrentadas pela categoria.

É verdade que nem tudo foram flores naquele período. Houve muita controvérsia nas demandas dos mais diferentes grupos de caminhoneiros que compuseram o movimento. Teve gente que, mesmo usando o direito constitucional de greve, pediu por intervenção militar que, todos sabemos, é um tipo de governo que retira da população direitos fundamentais.

Mas é preciso reconhecer que os caminhoneiros e caminhoneiras conseguiram fazer com que a sociedade brasileira abrisse os olhos para a categoria. Mais do que isso, o movimento conseguiu colocar na ordem do dia discussões importantes, como a tabela do frete mínimo.

Eu já expressei mais de uma vez aqui que tenho minhas críticas à tabela, porque entendo que ela não é capaz de atender a todas as especificidades de rota, mercadoria, peso e caminhão. No entanto, sei que muitos caminhoneiros se sentiram satisfeitos com a medida adotada pelo governo e têm buscado mantê-la e aprimorá-la de acordo com suas necessidades.

Também sabemos que existem setores que estão descontentes com a determinação. O agronegócio tem sido um dos principais defensores do fim da multa pelo descumprimento da medida e tem pressionado não só o governo federal, mas a ANTT nesse sentido.

A pressão resultou na recente determinação do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, de decisão provisória, que suspendeu a aplicação das multas para o descumprimento dos valores mínimos referenciados na tabela. O Ministro, no entanto, voltou atrás da medida depois que os caminhoneiros ameaçaram fazer novas paralisações.

O fato é que as instâncias deliberativas desse país continuam num vai e vem quando o assunto são as leis do setor. Pior ainda, quando o assunto são as leis que tocam os direitos dos trabalhadores do setor, em outras palavras, dos caminhoneiros e caminhoneiras autônomos.

Para entender essa “dança”, preparamos uma reportagem principal que apresenta uma retrospectiva da tabela do frete mínimo e dos reveses e avanços pelos quais a determinação já passou. Isso tem como objetivo discutir um tema polêmico que, muito provavelmente, ainda será alvo de uma série de questionamentos.

Também destacamos, nesta edição, a nova geração de caminhões da Scania, que chega aos mercados da América Latina no próximo ano. Conhecemos tudo de perto e os veículos tem muita tecnologia embarcada e inovações que foram feitas com base em dados coletados por caminhões Scania conectados globalmente!

Registramos, ainda, a comemoração de 20 anos do Sindecar (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Porto Ferreira), que homenageou membros importantes do setor e contou com figuras ilustres. Vale destacar que o Sindecar vem desenvolvendo um importante trabalho na região em prol do setor.

Os eleitores poderão conferir mais uma coluna com dicas do “Embaixador da Voz das Estradas” da Mercedes-Benz, João Moita. Ele apresenta características importantes da linha Actros, caminhões com muita tecnologia embarcada, que geram economia e proporcionam conforto e segurança aos caminhoneiros.

Mais uma vez queremos agradecer a todos que nos dão uma audiência maravilhosa seja lendo nossos jornais, acessando nosso site ou nos acompanhando pelas redes sociais. Também agradecemos aos nossos patrocinadores que acreditam que, mais que publicidade, o importante é informar com precisão.

Um abraço
Chico da Boleia
Sempre com orgulho de ser caminhoneiro.

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