60ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

Enfim, o fim de 2016!

O ano de 2016 parecia interminável. Nos primeiros meses imaginávamos que aquela crise que já se revelava no ano anterior pudesse tomar outros rumos. No entanto, o cenário que se apresentou tanto econômica quanto politicamente não foi nada favorável.

O processo político do impeachment, delineado já nos primeiros meses do ano, colocou em evidência um sistema político que carece urgentemente de reformas. Apesar de ter sido justificado com a promessa de melhoras, o impeachment agravou a crise econômica brasileira e fez crescer ainda mais a desconfiança nas instituições, bem como nos investimentos.

A classe política legislativa e executiva, juntamente com um judiciário completamente imerso em interesses obscuros e escusos, já não se apresentam enquanto caminhos efetivos de transformação. Tal realidade coloca em cheque, portanto, as questionáveis medidas tomadas pelo novo governo, que vão desde a reforma previdenciária, até o corte de verbas em áreas com a educação e a saúde.

No setor do transporte rodoviário de cargas houve retração em praticamente todos os segmentos. Com exceção do novo recorde da safra de grãos, as montadoras tiveram piora na fabricação e comercialização dos seus veículos, e o desemprego entre os motoristas contratados aumentou.

Por outro lado, algumas estratégias foram criadas para driblar esse atual momento de dificuldade. Algumas empresas apostaram no serviço de manutenção e revenda de peças do pós-venda, bem como deram maior atenção ao segmento de veículos urbanos de cargas e extra-pesados off road.

Na parte da legislação, algumas alterações dividiram a opinião dos diversos segmentos da cadeia logística. A principal delas foi a entrada em vigor da lei que tornou obrigatório o exame toxicológico para os motoristas com carteiras C, D e E. Os motoristas autônomos foram os principais afetados, tendo em vista que são eles quem arcam com os preços dos exames.

Publicidade



Por outro lado, especialistas garantem que a medida visa coibir o uso de drogas e álcool entre a categoria, além de ajudar a interromper um ciclo crescente deste problema entre os profissionais da estrada.

Outra medida bastante discutida foi a criação do chamado “marco regulatório do transporte rodoviário de cargas”. Empresários se reuniram em Brasília ao longo do ano para colocar na mesa os assuntos mais importantes e críticos que afetam o TRC brasileiro, em busca de soluções e estratégias.

No entanto, o formato do marco regulatório é questionado por alguns sindicatos de caminhoneiros autônomos, que alegam que as determinações vão trazer prejuízos trabalhistas para os profissionais. O debate sobre o documento promete perpassar todo o ano de 2017 e é extremamente necessária a participação de todos os segmentos da cadeia logística.

A retrospectiva desse ano caótico e desafiador você confere nas páginas da última edição do nosso jornal. Além disso, trazemos também notícias destacadas sobre os últimos eventos e novidades do setor.

Gostaríamos, por último, de agradecer a confiança, o apoio e a audiência de todos os nossos leitores e leitoras, caminhoneiros e caminhoneiras, seguidores e seguidoras, amigos e amigas, parceiros e parceiras, patrocinadores e patrocinadoras. Vocês são o motor e o combustível do nosso veículo de comunicação e é pensando em todos vocês que realizamos, diariamente, o nosso trabalho com respeito, dedicação e compromisso.

Desejamos, enfim, que todos tenham um ótimo final de ano, com um feliz natal ao lado de pessoas amadas e queridas. E que o novo ano traga votos de felicidade, prosperidade, paz e sucesso.

Até a próxima edição
Chico da Boleia
Sempre com orgulho de ser caminhoneiro (a)

Comentarios