Reajuste da gasolina e do diesel servirá para equilibrar preços nacionais aos índices internacionais, diz ANP

Foi anunciado ontem, dia 29 de janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o reajuste de preço da gasolina e do diesel no mercado nacional. A partir da meia noite do dia de hoje a gasolina ficou 6,6% mais cara e o diesel sofreu um reajuste de 5,4%.

De acordo com a decisão da ANP, os preços da gasolina e do diesel, sobre os quais incide o reajuste anunciado, não incluem os tributos federais CIDE e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS. A Agência também explicou que o reajuste é uma tentativa de alinhar a política de preços da Companhia aos valores praticados no mercado internacional numa perspectiva de médio a longo prazo.

Entretanto o reajuste na bomba de combustível será menor do que nas refinarias, já que o combustível vendido possui outros componentes que não foram reajustados, como o etanol. O Centro Brasileiro de Infraestrutura calculou que o aumento final para o consumidor será de 4% na gasolina e de 3% no óleo diesel.

A tentativa de alinhar os preços nacionais aos internacionais surgiu de uma pressão interna que relevou um desiquilíbrio entre os dois índices. Isso prejudicou a economia brasileira, já que o país também compra combustível do mercado internacional a um preço mais elevado do que vende internamente.

Especialistas do setor dizem que só o aumento não será capaz de corrigir a defasagem. Nos últimos cinco anos as ações da Petrobras desvalorizaram mais de 50%, o que significa queda nos investimentos diretos na Empresa. Essa realidade afeta diretamente projetos como o do Pré-Sal, que demanda grandes volumes de investimento e credibilidade no mercado nacional e internacional.

Redação Chico da Boleia

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