Produção de autoveículos é a menor desde o surgimento da indústria automobilística no Brasil, diz Anfavea

Números são do mês de abril e representam uma queda de 99% 

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou em nota os dados sobre a produção de autoveículos no Brasil. Com quase todas as fábricas paradas ao longo do mês de abril, apenas 1.847 veículos foram produzidos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, uma queda de 99% sobre o mês anterior e de 99,4% em relação a abril do ano passado.

O índice mais “otimista” foi o de produção de máquinas. Ao todo, 1.752 máquinas autopropulsadas foram fabricadas, o que representa um número 59% menor que em março deste ano. O setor de máquinas agrícolas é considerado essencial pelo governo federal mesmo em período de pandemia, pois ajuda a manter o nível da colheita do setor rural.

De acordo com a nota divulgada pela Anfavea, a queda abrupta da produção foi acompanhada de recuos igualmente dramáticos nas vendas ao mercado interno e nas exportações. Os licenciamentos de autoveículos, de 55,7 mil unidades, foram 76% menores que em abril de 2019, pior resultado em 20 anos.

O segmento de caminhões recuou 53,5% no mesmo período e o de máquinas caiu 23,9%. Já as exportações despencaram 79,3% para autoveículos (pior volume desde janeiro de 1997) e 62,1% para máquinas, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os estoques na virada do mês estavam em 237 mil unidades entre fábricas e concessionárias, suficientes para quatro meses de vendas no ritmo lento atual, o que explica a dificuldade em retomar a produção em todas as fábricas. O único indicador positivo é o nível de empregos diretos na indústria, que se mantem num patamar acima dos 125 mil na soma das 26 associadas da Anfavea.

Para Luiz Carlos Moraes, Presidente da Anfavea, é preciso em primeiro lugar proteger a saúde dos funcionários, e ao mesmo tempo encontrar meios para que o Brasil não entre numa recessão tão grave que possa levar o país a um colapso. “Isso exige um engajamento coordenado de toda a sociedade e também do Estado brasileiro, com foco absoluto na saúde e na economia. Não é hora de ruídos políticos que só desviam as atenções do que realmente interessa à população brasileira no momento de uma crise sem precedentes”.

Redação Chico da Boleia, com informações da Assessoria de Comunicação Anfavea,

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