Paulo Caleffi conta sobre sua trajetória na CIT em live com Chico da Boleia

Com mais de 50 anos de dedicação ao setor, o entrevistado é considerado um líder no segmento, tendo atuado em diferentes entidades. (Foto: divulgação)

Paulo Caleffi conta sobre sua trajetória na CIT em live com Chico da Boleia

O secretário-geral da entidade ainda ressaltou a representatividade do segmento para as Américas

O convidado da live desta quinta-feira (10) com Chico da Boleia foi o secretário-geral da Câmara Interamericana de Transportes (CIT), Paulo Vicente Caleffi. Com mais de 50 anos de dedicação ao setor, o entrevistado é considerado um líder no segmento, tendo atuado em diferentes entidades.

Mas atualmente ocupa um cargo importante, iniciando sua trajetória dentro da CIT, antes mesmo de sua fundação, após um convite de Clésio Andrade, da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). “Na época, o transporte internacional estava em alta e ele pensou em criar um organismo, no Brasil, que se vinculasse as entidades de outros países ligadas aos transportes”, conta Caleffi.

Segundo Paulo, a ideia da iniciativa era trocar informações e experiências entre os países em relação ao diferentes modais, não somente ao transporte rodoviário de cargas. Devido a sua importância e ao trabalho realizado, a entidade foi convidada o ocupar cadeiras na Organização dos Estados Americanos (OEA) e também na Organização das Nações Unidas (ONU).

 – Hoje a Câmara é composta por 19 países, com mais de 180 organizações vinculadas. Nos reunimos para nos tornamos iguais em conhecimento, tecnologia, assistência social, prestação de socorro em casos de calamidade pública. E a Câmara não pensa no tamanho do país, mas sim em sua presença. Não há diferença entre os integrantes – conta Caleffi.

Em depoimento, Chico da Boleia ressalta o interesse da plataforma multimídia em abordar, apurar informações relativas a outros modais, além do TRC, visando ampliar seu público-alvo, sempre pensando na qualidade do conteúdo produzido e na representatividade desses setores.

Questionado sobre as possíveis dificuldades encontradas em unificar tantos países e modais sem conflitos, Caleffi explica as diferenças existentes são contornadas de forma conciliadora durante as reuniões. “Para amenizar os problemas, decidimos que seria permitido os representantes das entidades levarem suas famílias em todos os encontros, assim, com mulheres e filhos presentes, não havia briga. O ambiente familiar fez com que nos tornássemos amigos; não somos competidores, nos enxergamos como empresas solidárias, consolidando assim nossa organização com reconhecimento internacional”.

Vale ressaltar que a Câmara só intervém em conflitos nas fronteiras dos países integrantes da entidade, desde que não afete a soberania dos mesmos. Agindo de forma pontual, reunindo seus respectivos representantes para negociação.

Com relação a legislação, Caleffi explica que cada país possui suas próprias regras em relação ao TRC, mas a CIT tornou pública todas as normas e, no momento, tenta igualar determinadas especificações técnicas em relação as placas dos veículos. “Tornamos de conhecimento público qual é a legislação quanto a eixos, carteira de motorista, quanto a necessidade de um documento, além da carteira, para ingressar em outro país, tudo disponível em nosso site”.

– A melhor forma que encontrei para conduzir a Câmara Interamericana de Transporte, onde sou dirigente e fundador, há 18 anos, e manter unido esse grupo tão diferente, foi saber que estamos lidando com líderes em seus respectivos setores. Essas pessoas precisam ser respeitadas e ouvidas, devido aos seus amplos conhecimentos. O respeito é a base da nossa união. Todos iguais, ninguém é diferente. Todos os que representam os diferentes setores de transportes, precisam ser respeitados, valorizados – conclui.

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