Metro-Shacman diz que estará no Top 5 em cinco anos

Shacman TT 385

A fábrica da Metro-Shacman no Brasil já estava confirmada em Pernambuco. A planta receberia as importações dos caminhões em regime CKD e montaria os produtos, simples assim. Mas a criação do Inovar-Auto representou um árduo golpe no planejamento da montadora, que se viu obrigada a refazer todo o seu planejamento. Agora, a Metro-Shacman terá uma fábrica em Tatuí, no interior paulista, onde passará a concorrer no mercado nacional tal como os demais players.

Marcos Gonzalez - diretor de desenvolvimento de negócios da Metro-Shacman“Escolhemos a cidade de Tatuí por várias razões, que inclui um grande número de fornecedores em um raio de até 200 km; a proximidade com um porto e dois aeroportos; além de que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste representam 75% do mercado de caminhões no Brasil e, logisticamente, é mais interessante”, justificou Marcos Gonzalez, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Metro-Shacman. “Tivemos que adequar o nosso projeto para atender ao Inovar-Auto e, receber assim, a concessão para Finame. Temos como objetivo nacionalizar de 70% a 80% os nossos caminhões com conteúdo fabricado por parceiros locais”, completou.

Segundo Gonzalez, a Metro-Shacman está se preparando para ser uma das cinco maiores montadoras, em participação de mercado no segmento pesado até 2019 e até 2014, que estará entre as três maiores montadoras do segmento em termos de volume.  “Se o cliente vai comprar um Ford, por que não comprar um Shacman. Se vai comprar um International, por que não um Shacman, Se vai comprar um Sinotruk, por que não um Shacman? E se vai comprar um VW, por que não um Shacman?”, explicitando quais serão os seus principais rivais de mercado.

Se por um lado, a Metro-Shacman já tem definida a sua estratégia no Brasil, com fábrica própria, fornecedores nacionais e metas muito ousadas de mercado, por outro, falta ainda a decisão de qual será a participação da matriz no negócio. Isso, por que a operação nacional é uma iniciativa de empresários brasileiros. “As possibilidades de colaboração são inúmeras. O que posso garantir é que haverá o apoio chinês em alguma área.

O grande apelo de uma montadora no mercado nacional sempre é a questão do preço mais baixo, o que justifica um transportador investir em uma marca com uma rede de concessionárias ainda não estabelecida em todo o País. Entretanto, a nacionalização da produção encarece o valor final do caminhão, em relação aos benefícios de se importar diretamente da China. “Como exemplo, decidimos instalar as nossas duas primeiras concessionárias no Mato Grosso, pois estava faltando caminhão para transportar a safra de grãos. Então, mercado existe”, exemplificou Gonzalez.

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